quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Fazer a obra?

Nos meus tempos de evangélico, observava as cobranças pelo tal fazer a obra.
Que Deus desprezava o "crente de banco", pois ninguém havia sido chamado pra esquentar banco de igreja.
Fazia até sentido isso. Fazia... Caso a Igreja fosse um lugar. O que não é!
Sempre se falava em responsabilidade, compromisso e outras palavras do gênero.
Muitas vezes vi pessoas sendo cobradas por seus "dons" escondidos.
Um dia desses para trás, um amigo estava falando de outro amigo que toca violão e canta. Dizendo que ele não queria compromisso com a obra de Deus, porque não estava mais tocando.
Daí eu fiquei pensando... O que isso tem a ver?
Na bíblia, Deus cobra muito mais o amor ao próximo e ajuda aos necessitados.
Nunca li que Deus cobraria de mim, os dias que não fui na confraria tocar violão e cantar musiquinhas dos cantores que cobram absurdos para ministrar em nome de Mamom, ops, em nome de Deus.
Será que eles imaginam que Deus não vai me cobrar amor ao próximo e ajuda aos necessitados porque eu estava bastante ocupado fazendo sua obra na confraria, entretendo o povo com música medíocre?
Sim, eu acho que eles pensam dessa forma.
É muito mais cômodo servir ao Senhor na "igreja" (com i minúsculo), do que amar alguém que não seja voccê mesmo.
Ali dentro todo mundo é perfeito, todos cantam sobre amor, falam palavras bonitas, e até fazem alguma coisa relacionada ao cuidado social só pra dizerem "olha, estamos fazendo". Mas continua sendo o País das Maravilhas, e isso só existe no conto de fadas.
Observe a Marcha pra Jesus, por exemplo. Será que aquela muvuca toda iria se encontrar em peso para ir até as favelas doar brinquedos, roupas, calçados, alimentos? Será que iriam nos hospitais visitarem os doentes? E nos presídios?
Se servir a Deus for tocar em uma igreja evangélica, então Deus enlouqueceu, se perdeu durante a jornada.

Mateus 25
33 E porá as ovelhas à sua direita, mas os bodes à esquerda.
34 Então dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: Vinde, benditos de meu Pai, possuí por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo;
35 Porque tive fome, e destes-me de comer; tive sede, e destes-me de beber; era estrangeiro, e hospedastes-me;
36 Estava nu, e vestistes-me; adoeci, e visitastes-me; estive na prisão, e fostes ver-me.
37 Então os justos lhe responderão, dizendo: Senhor, quando te vimos com fome, e te demos de comer? ou com sede, e te demos de beber?
38 E quando te vimos estrangeiro, e te hospedamos? ou nu, e te vestimos?
39 E quando te vimos enfermo, ou na prisão, e fomos ver-te?
40 E, respondendo o Rei, lhes dirá: Em verdade vos digo que quando o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Liturgia

Numa cidade distante do interior, em algum estado por aí, havia uma cidade chamada "Liturgia".
Era uma cidade bem pequena e afastada de outros lugares.
Havia um mercado, um açougue, uma padaria, uma igreja, e tudo que possa existir em qualquer outra cidade normal, mas sendo um apenas.
Havia, ali, também, três garotos que cresceram juntos, e eram muito amigos.
João, filho do prefeito, e que recebeu esse nome em homenagem ao seu avô; Pedro, filho do reverendo, e que recebeu esse nome em homenagem ao apóstolo bíblico Pedro; e o último deles era José, filho do mestre de obras, que recebeu esse nome devido um sonho que sua mãe teve em que ela segurava nos braços um menino que se chamava José.
Os 3 amigos cresceram recebendo todas as doutrinas religiosas que eram ensinadas na igreja onde o pai de Pedro pastoreava. Era uma cidade muito tradicional e que guardava os ensinamentos bíblicos recebidos de gerações passadas.
Quem ali nascia, ali também morria.
Eles imaginavam que saindo daquela cidade, se desviariam de Deus. Acreditavam que além das fronteiras de Liturgia morava o pecado.
Quando José completou 18 anos, resolveu que queria estudar, e tinha um grande desejo de conhecer outros lugares (esse desejo surgiu depois que ele encontrou uma revista antiga que mostrava fotos de belos lugares expalhados pelo mundo). José sempre guardou esse desejo dentro dele. Seus amigos diziam que aquilo era o Diabo querendo o levar para a perdição, mas José estava convencido que não havia nascido apenas para aquilo ali.
Os pais de José o amavam muito e respeitavam suas vontades, ele era um bom filho e muito responsável. Os pais o deixaram ir e ele se foi sem falar com muita gente, porque sabia que não aceitariam sua partida.
10 anos se passaram e José voltou para Liturgia.
Seus pais se alegraram muito ao vê-lo ali novamente, e ele também se alegrou ao rever seus pais.
José era agora um homem realizado, estudado e que conheceu vários lugares e pessoas diferentes. Sua aparência estava completamente mudada, já não revelava mais o rosto de um garoto do interior que ajudava o pai nas obras e a mãe nas tarefas de casa.
José se lembrou dos seus amigos e resolveu encontrá-los.
Teve uma enorme surpresa ao saber que João agora era vereador da cidade e estava preparando sua campanha para se tornar o futuro prefeito da cidade. E também, que Pedro agora lessionava nos estudos bíblicos de domingo e até pregava em alguns cultos.
Seus amigos ainda não entendiam porque ele havia saído da cidade e o viam agora como um perdido.
A forma como olharam para José não era mais como na infância. Aqueles olhares inocentes de crianças correndo com um sorriso nos lábios vindo da diversão que a infância os tivera proporcionado, havia dado lugar para os olhares sérios e mal encarados de duas pessoas que agora eram estranhas para José. Mesmo assim, José os recebeu com um forte abraço e a alegria de sempre.
Então José ouviu primeiro como os dois estavam e o que estavam fazendo (mas ele já sabia o que eles diriam, tudo naquela cidade era sempre igual, o famoso ditado "filho de peixe, peixinho é" era a maior realidade que eles tinham).
Depois deles haverem falado, foi a vez de José.
Ele contou para seus amigos como foi conhecer o mundo e que não era nada daquilo que eles ouviram durante toda a vida. Havia sim, muita crueldade e maldade, por muitas vezes os homens faziam outros sofrerem para terem aquilo que queriam, que enganavam e até matavam. Mas também havia uma imensidão de pessoas cheias de compaixão e sinceridade, que faziam o bem sem nenhum interesse ou por obrigação como era feito em Liturgia. Havia amor sincero e verdadeiro, de uma forma como ele nunca tinha visto.
João e Pedro ficaram perplexos com as coisas que José dizia a eles e não aceitavam e a cada palavra estavam mais convictos ainda que José havia se desviado dos princípios religiosos que recebeu.
Não havia possibilidade daquilo ser verdade, Liturgia era o melhor lugar pra se morar e seus princípios cristãos eram invioláveis, não existia no mundo um lugar que se comparasse.
Quanto mais relutavam, mais José falava sobre as coisas que conheceu.
Então José lhes falou sobre Cristo. Não o Cristo que ouviu por toda sua vida, mas o Cristo que ele pôde conhecer sem nenhuma prerrogativa religiosa, ou doutrina que conhecia. A forma como ele ouvia na infância muitas vezes fez com que ele tivesse medo de Deus. Era um Deus muito perverso e um Jesus com problemas de personalidade.
Ele falou como Jesus mudou sua maneira de ver o mundo fora da sua pequena cidade natal, e que não o via com um olhar de reprovação, medo, desgosto, repúdia, ódio. Mas com olhar de compaixão, misericórdia, cuidado, amizade, carinho, alegria e amor.
José conseguia agora amar as pessoas independentemente se elas tivessem ou não a mesma fé que ele tinha.
João e Pedro estavam atônitos e se enfureciam ao ouvir José falar de Jesus daquela forma. "Definitivamente ele está possuído" - pensaram a respeito de José. Eles se enfureciam com seu amigo, que agora já não era mais amigo, mas sim um inimigo, o maior inimigo de todos.
Tomados de uma repúdia infernal, João e Pedro tentaram calar José na marra, e com a força da sua ira traduzida pelos socos e chutes, cegados por sua vaidade ignorante e seu orgulho religioso que não os permitia ver que existia um mundo gigantesco e diferente daquele lugar escravizador.
José, ainda caído e com sangue escorrendo pelo seu rosto, prosseguia com suas palavras. Era a expressão de alguém que conheceu o sentido da palavra "vida". Mas era como veneno para os dois amigos.
Eles continuavam a golpear José, como se fossem juizes inquisidores libertando aquela cidade da possibilidade de um monstro aterrorizador invadir a mente dos habitantes.
Pedro, avistou um pedaço de tronco caído no chão, pegou e deu o último golpe em José.
A história foi contada a todos da cidade pelos dois homens que foram recebidos como heróis por haverem se livrado do jovem herege que abandonou Liturgia.
A história de José, João e Pedro, é contada até hoje para alertar aqueles que um dia pretendem sair de Liturgia para o mundo do "engano".

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

E disse Jesus:

Meus apóstolos, quero que vocês saiam pelo mundo dizendo para as pessoas que eu morri por aqueles que aceitarem a minha religião e cumprirem as regras. E não esqueça de dizer que quem não aceitar vai ser assado vivo no inferno de fogo.
Desejo que vocês montem um livro juntando as escrituras judaicas e textos que vocês escreverem. A partir desse manual de conduta e fé, quero que montem uma instituição.
Quero que vocês juntem as pessoas que aceitarem ser da minha religião, e com o dinheiro que elas doarem, construam templos para servirem de sede da minha instituição.
Quando os templos estiverem prontos, quero que vocês realizem reuniões animadas e com música e cantores, com muitos testemunhos, sermões e ritos. Eu ajudarei vocês, enviando o espírito santo para derrubar as pessoas e faze-las falar palavras sem nexo.
Com o dinheiro dos dízimos, das ofertas, dos propósitos, da ajuda às missões, das excursões, das festas, da venda de produtos literários, videográficos e sonoros, e da renda da cantina, quero que vocês aumentem o tamanho do templo cada vez mais, para que as pessoas achem que dentro desses luxuosos templos estão na minha casa.
Dou o direito de que os comandantes dessas instituições sejam chamados Homens de Deus, e que conquistem poder político através do voto das nossas ovelhas.
Com esse poder político, quero que consigam concessões de radio e tv, e através desses meios de comunicação, divulguem minha religião até que a maioria das pessoas tenham me aceitado.
E depois que o mundo estiver sob o nosso controle, eu voltarei e mandarei para o inferno os poucos que estiverem desviados da minha religião, e aí sim, meu trabalho estará completo, os meus religiosos estarão felizes eternamente e os que não quizeram se converter estarão queimando eternamente. Isso é que é o mundo de Deus, o mundo perfeito!
Estará consumado!

Romim

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Angústia



Oh meu coração, como sangras
como sofres minha alma triste
que escuridão, nunca assim me viste
caminhando por caminhos sem direção
caminhos incertos, indecisão.
O que procuras? O que acharás?
Nunca em mim vistes tamanha paixão
mas como amar, se não ver-te-eis serás ilusão?
Fraquezas do coração!
E tu, o que deveras sentes?
O amor reconhece-te a uma alma ausente
como és grande este inferno de amar
vivendo a procurar, com medo do que achar
és tão amarga, solidão
tão amarga pra ti coração
vos sois que consome em paixão
O que será de mim?
O que será de ti?
oh almas errantes; como dói os cravos de tua punição
como queima estas chamas
fogo de uma paixão
até quando duraste?
tu, vela da imaginação...

Simone Ferreira

domingo, 16 de agosto de 2009

Campanha do amor ao próximo



Quinta passada, fui visitar um velho amigo em seu trabalho.
É um cara que admiro muito pela sua sinceridade, simplicidade e humildade, além da sua grande sabedoria e visão do Reino de Deus.
Então, falávamos sobre o Reino de Deus, quando ele disse algo que me atraiu a atenção:
-"As igrejas estão aí anunciando diversas campanhas para diversas finalidades. Por que a igreja não promove a Campanha do Amar ao Próximo como a ti mesmo? Quem é o próximo? É qualquer um, de preferência o mais necessitado de todos eles e não precisa ser crente para ser o próximo, precisa apenas ser alguém, uma pessoa como eu também sou!"
Claro que as palavras usadas por ele não foram precisamente essas, mas o sentido é plenamente esse.
Então, fiquei imaginando que no lugar da Campanha da Prosperidade, onde o interlocutor anunciasse que haveria a necessidade de dar uma oferta especial para que a benção financeira fosse liberada para a vida dos fieis, que então, ele dissesse que na próxima semana iniciariam a Campanha do Amor ao Próximo!
- Como ela funciona? - Alguém provavelmente questionaria em sua mente (se não todos ali presentes).
Ela funciona assim:
Cada pessoa que participa, sairia pelas ruas a procura de alguém necessitado, seja de casa, comida, remédios para tratamento de sua enfermidade, o que fosse a necessidade do próximo.
Então, você levaria essa pessoa para a sua casa e ajudaria ela até que suas necessidades fossem sanadas.
Daria amor e se colocaria na vida dessa pessoa como se fosse seu amigo mais próximo, como se fosse seu irmão, capaz até de morrer por ela, mesmo que você nunca tivesse visto essa pessoa antes em qualquer lugar que não fosse ali, naquela oportunidade.
Imaginei, como naquele filme "Corrente do bem", que isso pudesse espalhar e consumisse o mundo todo. As pessoas achariam aquilo revolucionário, um frenesi, e quando fossem nos questionar sobre a origem daquela corrente, diriamos apenas que estamos colocando em prática o que Cristo nos ensinou.
Mais e mais pessoas descobririam que era isso que procuravam a vida toda, que esse era o sentido da vida "amar ao próximo" e se uniriam a nós sem que nem precisássemos pregar com palavras o que era aquilo, seriam atraídas pelo amor.
Utopia? Talvez!
Mas é a forma como acredito que a vida deve ser vivida.
1 João 3:17 Mas aquele que tiver bens do mundo e vir seu irmão em necessidade, e fechar-lhe o seu coração, como permanece nele o amor de Deus?

sábado, 15 de agosto de 2009

O Cristo Genérico e o Jesus Autêntico

Cristo Genérico: Milhões matariam por ele.
Jesus Autêntico: Milhões morreriam por Ele.

Cristo Genérico: Os fins justificam os meios.
Jesus Autêntico: Decreta os fins e estabelece os meios.

Cristo Genérico: A auto-estima acima de tudo.
Jesus Autêntico: O Amor acima de tudo.

Cristo Genérico: Os interesses pessoais como prioridade.
Jesus Autêntico: O Reino de Deus e a Sua Justiça.

Cristo Genérico: Multiplicar para concentrar recursos.
Jesus Autêntico: Compartilhar para espalhar recursos.

O Cristo Genérico é encontrado nas prateleiras dos mercados da fé.
O Jesus Autêntico é encontrado em nosso semelhante, principalmente nos marginalizados, nos excluídos, nos famintos.

O Cristo Genérico é um aliado dos poderes constituídos
Jesus Autêntico Se solidariza com os oprimidos

O Cristo Genérico está disponível nas catedrais da fé.
O Jesus Autêntico não se acomoda na suntuosidade dos templos.

O Cristo Genérico oferece milagres à granel
O Jesus Autêntico faz da vida um milagre.

O Cristo Genérico pede seu tudo, sem ter nada a oferecer
O Jesus Autêntico oferece tudo, sem nada lhe pedir

O Cristo Genérico busca ser bajulado.
O Jesus Autêntico é honrado quando colocamos em prática o que Ele ensinou.

O Cristo Genérico se contenta com mãos erguidas aos céus.
O Jesus Autêntico procura por mãos estendidas ao próximo.

Hermes Fernandes

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Relacionamento e submissão



Os relacionamentos verdadeiros são marcados pela aceitação, mesmo quando suas escolhas não são úteis nem saudáveis. Esta é a beleza que você vê no meu relacionamento com Abba e Sarayu. Nós somos de fato submetidos uns aos outros, sempre fomos e sempre seremos. Papai é tão submetida a mim quanto eu a ela, ou Sarayu a mim, ou Papai a ela. Submissão não tem a ver com autoridade e não é obediência. Tem a ver com relacionamentos de amor e respeito. Na verdade somos igualmente submetidos a você.
Mack ficou surpreso.
- Como pode ser? Por que o Deus do universo quereria se submeter a mim?
- Porque queremos que você se junte a nós em nosso círculo de relacionamento. Não quero escravos, quero irmãos e irmãs que compartilhem a vida comigo.

A Cabana, páginas 132 e 133, Editora Sextante

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Lembrança

Essa história aconteceu quando eu tinha por volta de 5 ou 6 anos.

Era domingo a noite, na Igreja Batista da Pompéia no bairro Pompéia em Belo Horizonte, igreja da qual fui iniciado a ouvir a mensagem do evangelho, mesmo ainda muito novo e sem entender esse evangelho, mas não quero falar de agora, pois o que me vem a memória foi algo que aconteceu nesse domingo quando eu ainda era uma criança...

Estava com minha avó, Maria Laura, carinhosamente chamada de “Dona Filinha”.

O pastor estava chamando o pessoal que queria aceitar a Jesus naquela noite, e havia um livro azul, era um azul escuro, e meus olhos de criança olharam e desejaram aquele livro.

Eu estava aprendendo a ler e queria ter aquele livrinho, então, fiz o pedido para minha avó – “Vó, pega aquele livro pra mim?” – ela me respondeu –“Você precisa levantar as mãos e ir lá na frente pra te darem o livro”-.

Em toda minha inocência, levantei minhas mãos e fui lá na frente – eu realmente queria aquele livro -. Todos me olhavam, alguns sorriam, outros cochichavam, mas eu não tava nem aí, queria o livro.

Me deram o tal livrinho, e por incrível que pareça, não lembro nem qual era o título, só sei que era um livrinho com ensinamentos primários do evangelho para novos convertidos. Nem me lembro se li o livro todo, eu apenas gostei e quis ter aquele livro.

Evidente que não “aceitei” Jesus naquela noite, eu não tinha entendimento pra saber nem quem era Jesus.

Só me lembrei dessa história, vivida com minha avó... Talvez tenha me lembrado, porque no último dia 28 de Julho, completou o aniversário de 1 ano da morte dela. Acho que foi o dia mais triste da minha vida até hoje.

Lembro-me ainda, que nas reuniões de família, ela e mais umas três tias, cantavam canções da harpa cristã e contavam histórias bíblicas...

Cresci desejando ser como minha avó era; cuidar e ajudar fraternalmente as pessoas, como um pastor deve ser; evangelizar com alegria e amor a mensagem do evangelho que é amor, como um evangelista deve ser; servir e tratar qualquer pessoa de forma igual, não importando qual seja sua “farda ministerial”, ou mesmo, se não tenha uma, ou nem seja cristão...

Ainda estou longe de ser tudo isso, mas esse desejo de ser importante pra alguém, que seja uma pessoa apenas, da mesma forma como minha avó foi importante pra mim, e pra várias outras pessoas, permanece vivo em meu coração!

quarta-feira, 29 de julho de 2009

A religião e seus rituais



“Os indianos desta região repetem uma fábula de alerta sobre um grande santo que estava sempre cercado, em seu Ashram, por devotos leais. Durante horas por dia, o santo e seus seguidores meditavam sobre Deus. O único problema era o que o santo tinha um gato jovem, uma criatura irritante, que costumava atravessar o templo miando, ronronando e incomodando todo mundo durante a meditação. Então o santo, com toda sua sabedoria prática, ordenou que o gato fosse amarrado a um poste do lado de fora durante algumas horas por dia, apenas enquanto durasse a meditação, para não incomodar ninguém. Isso se tornou um hábito – amarrar o gato ao poste e, em seguida, meditar sobre Deus – mas, com o passar dos anos, o hábito se consolidou, transformando-se em ritual religioso. Ninguém conseguia meditar a menos que o gato fosse amarrado ao poste primeiro. Então, um dia, o gato morre. Os discípulos do santo entraram em pânico. Foi uma enorme crise religiosa – como poderiam meditar agora sem um gato para amarrar no poste? Como conseguiriam alcançar Deus? Em suas mentes, o gato tornara-se o meio.”
Tomem muito cuidado, alerta essa história, para não se tornarem obcecados demais com o ritual religioso por si só. Sobretudo neste mundo dividido, onde o talibã e a coalizão cristã seguem travando sua guerra internacional de patentes para resolver quem detém os direitos em relação à palavra Deus, e quem tem os rituais adequados para alcançar esse Deus, pode ser útil lembrar que amarrar o gato ao poste nuca levou ninguém à transcendência, mas sim o desejo individual constante de um discípulo de vivenciar a eterna compaixão do divino. A flexibilidade é tão essencial para a divindade quando a disciplina.
A sua tarefa, portanto, se você decidir aceitá-la, é prosseguir em sua busca pelas metáforas, rituais e mestres que o ajudem a se aproximar ainda mais da divindade. As escrituras iogues dizem que Deus reage às preces sagradas e aos esforços dos seres humanos, qualquer que seja a maneira como os mortais decidirem venerá-lo - contanto que as preces sejam sinceras. Como sugere uma linha dos Upanishads: "As pessoas seguem caminhos diferentes, retos ou tortuosos,de acordo com seu temperamento, dependendo daquilo que julgam ser melhor, ou mais apropriado - e todas alcançam Você, da mesma forma que os rios desaguam no oceano."

Comer, rezar, amar – Elizabeth Gilbert pág. 213 e 214

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Protestantismo A RELIGIÃO DO LIVRO

Estava navegando pelo orkut, quando me deparei com um texto cujo tema é semelhante a outro texto que publiquei no blog, então, como que dando seguimente ao assunto, aqui vai o texto:



Para os primeiros cristãos Jesus era "A Palavra Vivente", Luz, Pastor, Pão, Água etc... E tudo o que o judaísmo afirmou no salmo 119. Os primeiros cristãos existiram, se espalharam e prosperaram sem nenhum livro, sem um novo testamento. Não foi como o posterior protestantismo, A RELIGIÃO DO LIVRO. O quarto Evangelho repudia a religião do livro: "Examinais as Escrituras, porque vós cuidais ter nelas a vida eterna, e são elas que de mim testificam" Paulo também repudia uma religião de livro, ley ou letra que é a mesma coisa: "Mas agora temos sido libertados da lei, tendo morrido para aquilo em que estávamos retidos; para que sirvamos em novidade de espírito, e não na velhice da letra." O protestantismo fez da Bíblia seu Cristo, e tem que ser dito, aqueles que afirmam que ela é a Palavra de Deus são muito ignorantes sobre o que a Bíblia afirma sobre ela mesma. O Novo Testamento foi escrito pela igreja, reunido e canonizado por ela, não é nenhuma revelação, não é a palavra de Deus. Católicos e protestantes se enganaram na sua procura de uma autoridade vertical para viver, porque todas as autoridades verticais são, pela sua propria natureza, desumanas e malvadas. Devemos respeitar o testemunho da igreja da era do Novo Testamento, só que não mais do que merece qualquer testemunho humano. A Eclesiologia (culto à iglesia) e a Bibliolatria (culto a um livro) são a mesma coisa.


terça-feira, 14 de julho de 2009

Auxílio para os de fé manca...

A bíblia é suficiente pra quem só usa ela como muleta.
Outros, porém, precisam de mais muletas...

“ Começamos, por ventura, outra vez a recomendar-nos a nós mesmos? Ou temos necessidades, como alguns, de cartas de recomendação para vós outros ou de vós? Vós sois a nossa carta, escrita em nosso coração, conhecida e lida por todos os homens, estando já manifestos como carta de Cristo, produzida pelo nosso ministério, escrita não com tinta, mas pelo Espírito do Deus vivente, não em tábuas de pedra, mas em tábuas de carne, isto é, nos corações. E é por intermédio de Cristo que temos tal confiança em Deus: não que por nós mesmos, sejamos capazes de pensar alguma coisa, como se partisse de nós; pelo contrário, a nossa suficiência vem de Deus, o qual nos habilitou para sermos ministros de uma nova aliança, não da letra, mas do espírito; porque a letra mata, mas o espírito vivifica.”
2Co. 3:1-6


Parece que não conseguem entender que Deus um dia falou através de uma Lei escrita, mas hoje ele optou por falar diretamente ao coração do homem, porquê é no homem que ele habita.
Pra quem tem uma fé manca, muletas são necessárias...
Pra quem tem uma fé sólida, consegue extrair de qualquer escrito, desde a bíblia até o Al Corão, passando pelo Evangelho segundo o Espiritismo [Alan Kardec] e qualquer outra escrita que mencione alguma divindade ou poder sobre-humano, ou que nem ao menos faça menção a isso e seu objetivo nem seja esse.
Para os que tem o coração liberto das cadeias pragmáticas e liturgicas, o "bom" ou "correto" é bem vindo, não importa de onde venha!
Portanto, Deus fala através da Bíblia-Torá; Al Corão; Zend Avesta; Guru Granth Sahib; Rig-Veda; Mahabharata... Mas, antes de qualquer coisa, ele fala através do coração humano, sem nenhuma barreira religiosa, onde Deus é o que é, e muitas vezes nem é chamado de Deus.
Mas é ali, no coração do homem, que Deus escreve sua mensagem, assinada por Cristo e selada pelo Espírito Santo!

sábado, 11 de julho de 2009

Filhos de políticos em escolas públicas

Estava lendo um dia desses uma matéria que achei interessante.
É sobre um projeto de lei que obriga políticos a matricularem seus filhos em escolas públicas.
O autor do projeto é o Senador Cristovam Buarque, veja o link:

http://www.senado.gov.br/sf/atividade/Materia/detalhes.asp?p_cod_mate=82166

Embora eu tenha me alegrado com a notícia, não acredito que essa lei venha ser sancionada.
Acredito que alguns irão alegar que seja contrária a liberdade que tem de matricular seus filhos onde acharem que terão uma boa educação e bla bla bla político...
Afinal de contas, o aluno tem o direito de estudar onde quiser, e tiver capacidade [também], não importa que este seja um filho de político ou um filho da puta [redundâncias a parte].

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Amor

Apesar dos pecados
Julgamentos errados
Apesar da aparência
E da independência


Apesar do que eu disse
E do que eu pensei
Tu me amas, Senhor
Teu amor vai além


Além das qualidades
E das capacidades
Além dos juramentos
E do comprometimento


Além da santidade
Da distância do mundo
Tu me amas, Senhor
Apesar de tudo


E como pode um amor assim,
Que não tem critérios pra existir,
Pode ser dado para mim?


Eu sei que tu me amas como sou
E não há nada que eu possa fazer
Que modifique esse amor


Priscila Ribeiro

segunda-feira, 15 de junho de 2009

A graça que é de graça

Todo movimento que institucionalize a fé é mau.
Não importa o "bem" que ele faça, o conforto que trás, o auxílio que dê...
Toda pretensão de achar que podemos bajular Deus em benefício próprio, ainda que esse benefício seja necessário, apenas revela o mau caráter do homem e o quanto ele é necessitado da misericórdia que Deus dá de graça.

sábado, 30 de maio de 2009

Casas Velhas


Somos ‘casas velhas’, todos nós...
Recebemos uma nova pintura todo Ano Novo para maquiar nossas manchas, nossa “feiúra”; recebemos novos ornamentos; paredes antigas são derrubadas, novas são levantadas; mudamos os móveis de lugar; tentamos ao máximo alterar o ambiente para mostrar que mudamos, mas nada disso altera o que somos!

sexta-feira, 29 de maio de 2009

O evangelho é a religião de Deus




A palavra Religião vem do Latim "Re-Ligare" e quer dizer "religar, religação".
Em sentido comum, a religião seria a tentativa do homem em reestabelecer o contato perdido com Deus.
O evangelho [Cristo], é a religião de Deus, pois é através dEle que fomos religados com Deus na cruz.
Não existia nada no homem capaz de religar o contato com Deus, pois todos estavam debaixo da legalidade deixada por Adão que condenou todos os Homens à morte [desconexão de Deus].
Somente através da Graça dada de graça a humanidade é que fomos religados em Deus.
Portanto, o evangelho é a religião de Deus, porquê é o próprio Deus religando o contato perdido conosco!

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Cristianismo de Consumo?

“Em vez de procurar uma igreja que ensine a Palavra de Deus, algumas vezes buscamos uma igreja que ’supra nossas necessidades’. A igreja não existe para prover ’serviços’ aos membros; ao contrário, ela deve desafiar os membros a que se envolvam no ’serviço’ a Deus e a seus semelhantes. Quando pensamos como consumidores, colocamo-nos em primeiro lugar, escolhendo o que corresponde melhor aos nossos desejos. O cristianismo é uma questão de verdade, de submissão ao Deus santo e justo, cuja autoridade sobre nós é absoluta e que, de forma alguma, está sujeito às nossas preferências de consumo. O cristianismo não deve ser manchado pelo consumismo.”


- Gene Edwards Veith Jr. em Posmodern Times citado por Hernandes Dias Lopes em Pregação Expositiva (2008).

O universo de nós dois

Eu te amo!
Foi tudo o que consegui dizer ao tentar traduzir as sensações que eu tinha.
Por mais que eu saiba, que aquilo que nos liga excede essas sensações, emoções e os outros "ões" que existam.
Sei que palavras não conseguem traduzir a dimensão desse universo que é só nosso, onde só nós dois entendemos. Esse novo mundo, onde nos encontramos, mas que parece que conhecemos desde antes de existirmos.
Aqui, a gente se completa. Sim, pois completo é o estado de plenitude, e não há nada melhor que estar pleno, não lhe faltar nada, não sentir necessidade de nada.
E com você, eu e o universo de nós dois, não vejo o porquê de mais nada.
Então, por quê não dizer apenas "eu te amo"?

sábado, 9 de maio de 2009

Um lugar chamado 'Amor'

Lá é o lugar onde todos os sentimentos são reais

são expressos com naturalidade

na mais bela verdade

como uma criança que brinca sem notar que é criança

sem ter medo de causar espanto por olhares adultos

ela brinca porque é criança

ela corre, pula, dança, sorri alegremente, chora, canta porque ela é criança

Lá, todos são assim...

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Hoje meu milagre não chegou

"No ano de 2006 o Brasil sofreu um baque. O acidente com o vôo 1907 da GOL chocou o país. Acidentes assim sempre mexem com a gente. A espera ansiosa por um vôo que nunca chegaria...

Duas entrevistas, porém, me chamaram a atenção.A primeira delas, falava de dois rapazes, filhos de um pastor evangélico que estava a bordo do fatídico vôo. Logo no início das buscas eles declararam que estavam esperando a volta do pai... vivo... “nós sabemos que ele vai voltar, pois nós acreditamos em milagres.”A segunda entrevista, era o relato de uma jornalista do “O Globo” que perdeu o seu pai no terrível acidente. Não me consta ser evangélica, mas seu relato foi contundente: “Nos últimos dias, a família toda ficou contando com um milagre. Que ainda não veio. Tento pensar que o maior milagre foi sua vida: tão intensa, tão cheia de histórias, de dedicação a todos...” Este último relato mexeu comigo.

O relato dos rapazes me deixou preocupado. Parece-me que surge de uma obrigação de Deus em atender os desejos da nossa fé. “Ele VAI voltar... POIS nós acreditamos...” Sei que numa hora dessas a fé deve estar presente, mas como possibilidade, não como obrigação.
Mas nem sempre esse milagre chega!Deus não tem obrigação nenhuma de fazer com que o meu milagre chegue, seja hoje ou amanhã. Ele é soberano! É Ele quem está no trono, e não eu. Eu posso pedir por um milagre... sim! Mas nunca, nunca mesmo, determinar se ele vai chegar ou não... se não, simplesmente não seria um milagre.

Existe apenas três opções diante de tragédias como essa.
1)Alienar-se e dizer que “hoje o meu milagre VAI chegar”,
2)crer que o milagre PODE acontecer, mas estar sujeito à soberania de Deus, ou
3)declarar como Jó: “O SENHOR o deu, o SENHOR o tomou; bendito seja o nome do SENHOR!”
Ficar com as duas últimas alternativas é um milagre!

(Seminarista Junior)

O que vem depois da felicidade?


Eu te amo mais do que já amei alguém antes
e sinceramente, não sei o quanto já amei alguém
se foi muito ou pouco
mas foi o suficiente pra ser feliz todos os dias
e se eu te amo mais do que isso ainda
nao sei como posso conceituar
o que vem depois da felicidade?

''É tão difícil falar e dizer coisas que não podem ser ditas. É tão silencioso. Como traduzir o silêncio do encontro real entre nós dois? Dificílimo contar. Olhei pra você fixamente por instantes. Tais momentos são meu segredo. Houve o que se chama de comunhão perfeita. Eu chamo isto de estado agudo de felicidade''.
Clarice Lispector

quarta-feira, 22 de abril de 2009

O bem e o mal


É disso que estávamos falando no café da manhã. Primeiro quero fazer uma pergunta a você. Quando algo lhe acontece, como você determina se é uma coisa boa ou ruim?
Mack pensou um momento antes de responder.
-Bom, na verdade nunca pensei nisso. Acho que eu diria que algo é bom quando eu gosto, quando faz com que eu me sinta bem ou me da um um sentimento de segurança. Por outro lado, eu diria que uma coisa é ruim se me causa dor ou custa algo que eu quero.
-Então é bastante subjetivo?
-Acho que sim.
-E até que ponto você confia em sua capacidade de discernir o que é bom ou o que é ruim para você?
-Para ser honesto, acho que tenho razão de ficar com raiva quando alguém ameaça o que eu considero "bom", o que eu acho que mereço. Mas não sei realmente se existe algum fundamento lógico para decidir o que é bom ou ruim, a não ser o modo como algo ou alguém me afeta. - Ele parou para descansar e recuperar o fôlego. - Tudo parece relacionado comigo e com meus interesses, acho. E minha ficha também não é das melhores. Algumas coisas que eu inicialmente achava boas acabaram sendo terrivelmente destrutivas, e outras que eu achava ruins, bem, acabaram sendo...
Ele hesitou antes de finalizar o pensamento, mas Sarayu o interrompeu.
-Então é você que determina o que é bom e o que é ruim. Você se torna juiz. E, para tornar as coisas ainda mais confusas, aquilo que você determina que é bom acaba mudando com o tempo e as circunstâncias. E, pior ainda, há bilhões de vocês, cada um determinando o que é bom e o que é ruim. Assim, quando o seu bom e o seu ruim se chocam com os do vizinho, seguem-se brigas, discussões e até guerras.
as cores que se moviam dentro de Sarayu estavam escurecendo enquanto ela falava, pretos e cinzas se misturando e sombreando os tons de arco-íris.
-E, se não há uma realidade do bem que seja absoluta, você perde qualquer base para avaliar. É apenas linguagem e podemos muito bem trocar a palavra bem pela palavra mal.

A Cabana, "Willian Young" - Pag. 122 e 123

terça-feira, 21 de abril de 2009

O teste


O teste
3 pessoas foram fazer um teste afim de certificarem se estão aptas a receber a vida eterna ou não.
O objetivo é que todas tirem a nota máxima no teste, um 10.
O primeiro vai mal e só consegue um 2.
O segundo, é um pouco melhor que o primeiro, mesmo assim não sai da média e tira 6.
O terceiro é muito bom e consegue 9,5.
Mas, como o objetivo era que todos tirassem 10, todos são reprovados!



Assim é com toda a humanidade, não existe ninguém bom o suficiente para com seu próprio esforço se tornar dígno da vida eterna.
Apenas pela graça que salva do pior até o que aparentemente é melhor!

Crédito: Romim

sábado, 18 de abril de 2009

Seja santo, seja você mesmo


Um garoto coleciona figurinhas do campeonato de futebol.
Ele tem todas as figurinhas, de todos os jogadores.
Mas, como todo garoto, ele tem uma figurinha que para ele é especial.
Então, ele separou essa figurinha das outras, apesar de gostar de todas as outras.

Diferente do garoto descrito acima, Deus não tem apenas uma figurinha preferida, ele tem todas como preferidas, por que?
Porque todas são diferentes umas das outras, o que as torna exclusivas, únicas.
Deus não teria, por exemplo, a falta de sorte de tirar uma figurinha repetida para o seu álbum, porque todos somos exclusivos.
A palavra santo, no grego, quer dizer "separado".
É usada, na maioria das vezes, no sentido de dedicação, separação para alguma finalidade, de exclusividade.
Seu significado é amplo.
Indica que alguém, ou algum objeto, é de uso próprio para um determinado fim.
Assim como Deus é santo, ou para melhor entendimento, como Deus é único, não exista quem se compare a ele. Você também é, porque ninguém é como você!
Deus te amou e te ama como você é!
E não importa o que você faça, ou já fez, isso não muda o que você é e não altera o resultado do amor de Deus.
Deus aceita numa boa o fato dele ser Deus e ser único, separado de tudo por não haver ninguém como ele.
Será que você conseguiria viver numa boa com a ideia de saber que não há e nunca houve ninguém como você?
Será que você conseguiria aceitar que ainda que tenha muitas falhas é assim que Deus te ama?
Seja santo, seja você mesmo!

terça-feira, 31 de março de 2009

Denúncia anônima

Gostaria de fazer uma denúncia anônima:

Muitos pastores evangélicos, estão tirando o emprego de muita gente, agravando os sintomas da atual crise financeira.
Com promessas de cura, emprego, soluções jurídicas, trazer a pessoa amada, resolver problemas financeiros, entre outros, esses pastores estão fazendo com que muitos gurús, pais de santo e macumbeiros fiquem sem emprego.
Pastores, sei que a concorrência nesse meio de magia e esoterismo é grande, mas a busca de novos clientes deve ser honesta, sem denegrir a imagem de seus colegas de trabalho. Proponho a criação de um sindicato, afim de criar melhores condições de trabalho a essas pessoas já que fazem parte do mesmo ramo.

Autor Desconhecido

ESTADO DE PAIXÃO


Eu vivo em Estado de Paixão
Se é que isso existe
Estou apaixonada
Por alguém que não sei quem é
Não sei se ele existe
Ou é apenas um personagem criado por
Minha fértil imaginação
Ou pelo meu enorme e doce coração
Estou esperando por aquele
Que vai preencher o espaço reservado
Só pra ele
Aquele com o qual vou dividir sonhos
Aquele que vai saber o que quero
Através de um simples olhar
Mas quem é você?
Será que existe?
Ou é apenas fruto de um doce desejo
Fruto de um sonho bobo
Não sei se virá
Mas uma certeza eu tenho
Vou permanecer nesse estado de paixão constante
E se algum dia eu te encontrar
Vou poder te olhar e dizer:
“você nem imagina o quanto esperei por você”


Dani

17/03/2009

16:20

Mateus Leme

segunda-feira, 23 de março de 2009

O Reino de Deus [Parte III]

Jesus estava assentando entre o povo e lhes ensinava acerca do Reino de Deus, quando alguns dos sacerdotes e lideres do Sinédrio se aproximaram dele e lhes perguntou:
-Mestre, qual a nossa importância no Reino de Deus?
E Jesus contou-lhes essa parábola:

"Certa vez, um homem muito rico, dono de uma grande terra saiu em viagem e delegou aos seus servos que cuidassem da terra para que ela produzisse o bom fruto.
Esse homem, não colocou nenhum de seus servos como líder, mas separou grupos para cuidar de cada tarefa específica de suas terras.
Assim, cada grupo exerceu sua função, respeitando e zelando uns para com os outros, cuidando da terra de seu senhor.
O homem poderoso retornou de viagem e ficou satisfeito ao ver que a terra produzira um bom fruto e se alegrou por seus servos terem cuidado muito bem daquilo que era dele!"


Ouvindo isso, os sacerdotes e líderes se retiraram da presença dele frustrados e todo o povo se admirava ao ouvir Jesus falar!

quinta-feira, 19 de março de 2009

Em nome do amor

Uma garota ama um garoto
Esse garoto ama a garota também
Mas o garoto tem muitos defeitos que acabam atrapalhando essa relação, não deixando q ela seja plena.
Ele sente que precisa ser bom o suficiente pra ser merecedor desse amor, mas ainda sim ele não consegue e às vezes se frustra por isso.
A garota o ama tanto, que ainda que fique chateada com os erros dele, ela releva em nome desse amor.
Ela não o cobra uma mudança, porque sabe que ele não vai conseguir ser o que ela queria que fosse; e sabe que se cobrasse seu amor seria condicional, teria um preço.
Ela decide pagar esse preço, e ser essa mudança, esse diferencial entre eles.
Porque o ama!


Conclusão: Deus nos ama além de nossas falhas e não há nada que altere esse resultado.
Deus nos ama pelo que somos. O que faço, ou que deveria fazer não altera o que sou, porque não sou resultado do que faço.
E não há nada de tão bom que eu pudesse fazer que me tornaria digno e merecedor de amor maior de Deus; assim como não há nada de tão terrível que eu faça, que me tornaria indigno do amor dEle.
Deus te aceita como você é, comece a aceitar você também aquilo que você é!

sábado, 7 de março de 2009

Hipócritas ou Ministros?


HIPÓCRISIA: A palavra deriva do latim hypocrisis e do grego hupokrisis ambos significando a representação de um ator, atuação, fingimento. Essa palavra passou, mais tarde, a designar moralmente pessoas que representam, que fingem comportamentos.


MINISTÉRIO: A palavra deriva do latim manus e do grego diakonos ambos significando "servo, criado, ajudante". Essa palavra era utilizada para mencionar aqueles que prestavam serviço, no caso um "ministro".

ATENÇÃO

Ser ministro do evangelho NÃO É pegar um microfone diante de um público e apresentar canções, lágrimas, gritos, pulos, risos, em um emaranhado de manifestações emocionais!
Isso é uma representação artística, um fingimento, uma máscara, uma atuação, uma HIPOCRISIA.
Ministro é aquele que presta serviço ao próximo em amor, ajudando o seu próximo em suas dificuldades, cuidando nas suas fraquezas, alimentando no momento de pobreza, fortalecendo na dor, alegrando na tristeza, sendo companheiro, amigo e não precisa de um palco e um público pra fazer isso.
Não seja um hipócrita!

"Haverá comediante ou charlatão mais hábil na imitação
dos preceitos da retórica do que estes pregadores e oradores
ridículos? Como gesticulam...!
Como sabem adaptar a voz, cantarolar, agitar-se, mudar
sucessivamente a expressão do rosto!

... Disseram-lhes também que as emoções são de grande valor
para suscitar as atenções; por isso, vemo-los passar bruscamente
e sem razão de uma voz calma a gritar furiosos. A quem, como eles,
gritasse assim fora de propósito dar-se-ia normalmente um calmante.

...Enfim, sabendo que a retórica utiliza o riso, esforçam-se por alegrar
os sermões com alguns passos jocosos."
Erasmo de Roterdan - Ensaio 'Elogio a Loucura'

Com uma grande ajuda da Cris Correia e da Tati, obrigado!

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Você sabia?

Você sabia que foi apenas no ano 190 d.C. que a palavra grega ekklesia , que traduzimos como igreja, foi pela primeira vez utilizada para se referir a um lugar de reuniões dos cristãos? Sabia também que esse lugar de reuniões era uma casa, e não um templo, já que os templos cristãos surgiram apenas no século IV, após a conversão de Constantino? Você sabia que os cristãos não chamavam seus lugares de reuniões de templos até pelo menos o século V?

Você sabia que Jesus não fundou o Cristianismo, e que o que chamamos hoje de Cristianismo é uma construção religiosa humana, feita pelos seguidores de Jesus ao longo de mais de dois mil anos de história? Você sabia que o que chamamos hoje de Cristianismo está profundamente afetado por pelo menos três grandes eras: a era de Constantino, a era da Reforma Protestante e a era dos Avivamentos na Inglaterra e nos Estados Unidos? Você sabia que é praticamente impossível saber a distância que existe entre o que Jesus tinha em mente quando declarou que edificaria a sua ekklesia e o que temos hoje como Cristianismo Católico Romano, Protestante, Ortodoxo, Pentecostal, Neopentecostal e Pseudopentecostal?

Você sabia que os primeiros cristãos se preocuparam em relatar as intenções originais de Jesus com vistas a estender seu movimento até os confins da terra?

Nesse emaranhado de coisas que eu não sabia, três coisas eu sei. A primeira é que a crítica que o mundo secular faz ao Cristianismo institucional tem sérios fundamentos, ou como disse Tony Campolo: “Os inimigos estão parcialmente certos”. A segunda coisa que sei é que nesta Babel que vem se tornando o movimento evangélico brasileiro, está cada vez mais difícil identificar a essência do Evangelho de Jesus Cristo, nosso Senhor. A terceira coisa que sei é que vale a pena perguntar aos primeiros cristãos o que eles entenderam a respeito de Jesus, sua mensagem, sua proposta de vida e suas intenções originais. Vale a pena voltar à Bíblia.

Texto de Ed René Kivitz

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

A atração das letras

http://i231.photobucket.com/albums/ee6/lcajao/random/letras.jpg
É interessante como em uma pequena linha reta surgem tão grandes ideias. E tão pequenas letras, e até aonde elas chegam. Interessante como as letras se atraem, e atraem os parágrafos, pontos e formam as estrofes.
Mas isso se explica, faz parte da lei mais antiga do mundo: a força da atração.
É interessante como tudo se atrai.

No momento em que escrevo, meu coração parece não pulsar e minha mente dita para mim todas essas letras que formam palavras, e frases. Tudo isso porque, antes de começar a escrever, queria muito me expressar nessas pequenas linhas.
Agora posso falar que o universo me atraiu a escrever estas palavras, e me deu a oportunidade de, por pouco tempo, não sentir o meu coração pulsar e de deixar minha mente me levar totalmente a escrever essas letras que geraram estas palavras e que gerou esse texto.

Lucas Lima

Curtindo Beatles com Jesus -- Deus não é gospel

Rodrigo de Lima Ferreira

Converti-me há 21 anos, em 4 de fevereiro de 1988. A conversão a Cristo promoveu uma verdadeira revolução em minha vida. Experimentei o que significa o amor de Deus. Experimentei, também, o que significa sofrer por causa dessa nova fé. Chacotas, zombarias, humilhações — tudo por causa daquele em quem comecei a crer.

No entanto, aprendi também a criar uma “carapaça” ao meu redor. Vi que talvez fosse melhor me proteger dos temidos ataques do mundo vivendo atrás de um “muro de Berlim” cultural, onde somente aquilo que fosse “religiosamente aceitável” seria admitido. O mais interessante é que esse muro era seletivo. Barrava apenas música e literatura, com exceção da literatura escolar, que era obrigatória. Enfim, aprendi a filtrar aquilo que vinha a mim de acordo com padrões pré-estabelecidos por um ethos social vigente.

Aos poucos, vi essa carapaça contrair trincados e rachaduras. Por meio do pastorado, tive contato com várias realidades no Brasil e fora dele. Em algumas, vi que pessoas que criaram uma carapaça ainda mais grossa do que a minha eram extremamente religiosas, mas que não experimentavam o frescor da graça do crucificado. Em vez disso, exalavam o bolor fétido da religiosidade morta e carcomida dos fariseus contemporâneos de Jesus. Eram capazes de recusar a audição de alguma peça musical devido à sua origem “profana”, mas também se recusavam a viver uma vida de amor cristão, preferindo substituí-la com regrinhas autoglorificantes. E isso tudo em nome de um Deus a quem conheciam só de ouvir falar.

Tive também a oportunidade de conhecer irmãos de outros países que agiam de modo diverso do meu. E vi que, mesmo na diferença cultural, aqueles eram irmãos de valor, com o coração no reino, muito mais até do que eu, com todo o meu escudo confessional.

Nessa minha queda-de-braço cultural com Deus, compreendi melhor o que Paulo quis deixar registrado em Cl 2.20-23: “Se morrestes com Cristo quanto aos rudimentos do mundo, por que vos sujeitais ainda a ordenanças, como se vivêsseis no mundo, tais como: não toques, não proves, não manuseies (as quais coisas todas hão de perecer pelo uso), segundo os preceitos e doutrinas dos homens? As quais têm, na verdade, alguma aparência de sabedoria em culto voluntário, humildade fingida, e severidade para com o corpo, mas não têm valor algum no combate contra a satisfação da carne”.

Finalmente, vi que estava querendo ser melhor e mais santo que o Senhor. Nessa minha paranoia ególatra, fechei os olhos para a realidade de que “toda boa dádiva e todo dom perfeito vêm do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não há mudança nem sombra de variação” (Tg 1.17), incluindo, aí, as boas dádivas culturais.

“Diga-me de verdade, diga-me porque Jesus foi crucificado / Foi por isso que papai morreu? / Foi por você? Foi por mim? / Será que assisto muita TV? / Isto é uma ponta de acusação em seus olhos?” Esses não são versos de protesto de alguma banda cristã que questiona a banalidade gospel de hoje em dia. São os versos iniciais da música “The post war dream”, do Pink Floyd. Vejo hoje, portanto, que Deus está muito além de nossas limitações culturais. Ele pode usar, caso queira, uma peça teatral, um texto de jornal, uma música para sua glória, independente da confessionalidade. Sua soberania nos mostra que Deus não é gospel. Sua graça nos permite ver a sua beleza por meio da beleza artística, seja ela evangélica ou não.

Enfim, a graça de Deus me mostra, entre outras coisas, que posso curtir boa música, independentemente do rótulo, com o Senhor.


Rodrigo de Lima Ferreira, casado, duas filhas, é pastor da Igreja Presbiteriana Independente do Brasil desde 1997. Graduado em teologia e mestre em missões urbanas pela FTSA, hoje pastoreia a IPI de Rolim de Moura, RO.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

O Reino de Deus (Parte II)

E Jesus, sendo questionado acerca do Reino de Deus, disse:
-Considere um homem muito pobre que estava com uma enfermidade mortal em seu corpo.
Esse homem tentou através de suas condições se libertar dessa enfermidade, porém, todas as tentativas falharam.
E descobriu que para se livrar dessa enfermidade, teria que ser submetido a um tratamento muito caro, tão caro que jamais poderia pagar, nem se trabalhasse por toda sua vida ininterruptamente.
Então, esse homem, fica entregue a morte...
Até que um dia, naquela terra, surge um senhor muito generoso e compassivo e sem ao menos conhecer o homem enfermo, paga todo o seu tratamento sem cobrar nada do enfermo.
O homem enfermo consegue se salvar e a partir dali, dedica sua vida a servir aos necessitados assim como o senhor generoso um dia fez com ele.