segunda-feira, 1 de julho de 2013

Converta amigos


... Não importava o que eu dizia ou perguntava, tudo sempre terminava com a mesma pergunta recheada de intolerância farisaica: E você o que tem feito?
Percebi que nesse questionamento o que menos importava era realmente os feitos. O "fazer" da questão era um subterfúgio para dizer que qualquer coisa ainda era bem menor do que os feitos daqueles de quem você falava.
Tudo era a vaidade de quem fez mais, não importa se os feitos eram bons ou ruins.
Daí eu percebi o grande trunfo desse evangelho neopentecostal: Assim como num Banco, o importante são os números e não os meios que chegamos para alcançá-los! Status e nada mais que isso.
Enquanto que meus olhos focavam em algo de menor proporção, mas que eu considerava bem maior e mais forte do que tudo: "uma alma vale mais que uma vida inteira"... Para mim, isso não significava converter vários a minha filosofia, a minha religião, era muito mais simples que isso era apenas "faça de um estranho o um grande amigo"...

Fragmento de um livro que estou elaborando há 1 ano, mas ainda não saiu de fragmentações. HAHA

Um comentário:

Rute de Almeida disse...

Não sei se a culpa é de quem criou esse mecanismo, de quem o mantém ou dos dois.
Quando a prioridade voltar a ser uma alma, se é que isso vai acontecer, mesmo, vou poder dizer que faço parte desse meio. Por enquanto, só vergonha.