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segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Fé? Fé em que?

Ontem fui na casa de um amigo.
Ele é crente, do movimento penteca e vive tentando me levar pra igreja dele.
Não deixa de ser amigo por isso, afinal de contas a amizade está além de qualquer segmentação religiosa, doutrinária e fé.
Bom, mas durante a conversa, ele me falou sobre a sua igreja e sobre um novo pastor que está lá e me disse uma coisa que é até normal, mesmo que não deveria ser.
Ele falou que em todas as campanhas que o pastor faz ele sempre utiliza de algum objeto palpável para simbolizar esta campanha e despertar fé nas pessoas.
O pastor justifica que o ser humano carece de algo palpável para acreditar e de fato ele não está errado em seu modo de pensar, mas aí eu não pude deixar barato e respondi a ele.
Disse a ele que isso é um dos motivos que me afastam a cada dia mais das igrejas e porque eu não seria membro da igreja dele, por exemplo.
Esse era um dos nossos diferenciais.
Eu, mesmo entendendo que coisas palpáveis me trazem uma certa noção de segurança e confiabilidade, não posso me rebaixar ao nível de um idólatra.
Porque é aí que nasce a idolatria, não apenas na veneração das imagens, mas nessa "instrumentalização" da fé.
Tirar o fator da certeza no improvável e passar a crer por intermédio de um objeto.
É como dizer: atravesse esse tunel de 1km no escuro sabendo que tem perigos dentro dele e dar uma lanterna a quem o atravessa.
Daí eu me pergunto porque um sujeito não pode ter um terço nas mãos e rezar suas novenas se outro pode ter uma fitinha da santidade? É muita hipocrisia!
Voltaram ao período moisaico.
Não me estranho ao ver arcas, candelábros, cruz, e outros objetos sendo usados como ítens poderosos em grandes campanhas de muito êxtase espiritual e emocional.
É um processo de imbecilização, nada mais.
Quando aprenderemos?

sábado, 9 de outubro de 2010

O sangue


Desde os tempos mais remotos, o homem vem sacrificando animais e até mesmo pessoas como oferendas a Deus.
Abraão , mesmo antes da criação da religião dos Hebreus, já sacrificava animais, e quase sacrificou até seu filho.
A religião dos Hebreus era baseada na Lei e nos sacrifícios de animais , e o povo entendia que a Lei era para ser seguida, e os sacrifícios são para pagar a Deus pelos pecados cometidos.
Eles não conseguiam entender que a Lei era para mostrar para o homem a sua condição de pecador diante de Deus, era o espelho da maldade do homem.
Não entendiam que o sacrifício era para mostrar ao homem que o resultado do pecado era a morte.
Era uma religião que metafóricamente ensinava que o homem era pecador e por isso não teria vida após a morte.
Outro ponto da religião hebréia que não era compreendido pelo povo, era sobre o Messias.
Eles pensavam que o Messias viria para provar que aquele sistema religioso era mesmo o correto, o do Deus verdadeiro, e a frente do sistema religioso o Messias iria transformar Israel na maior potência sobre o planeta Terra.
Nem imaginavam que já que eles eram pecadores e destinados a morte, Deus enviaria um Messias que transmitiria a mensagem de que Deus é melhor que o homem e ama o pecador imerecidamente, Mas não aceitaria honras partidas de homens, e que por isso e por entender que os homens não entendiam a mensagem do sistema religioso, o tendo transformado sim numa maneira de dominar politica, economica e religiosamente o povo, negaria ser o tipo de Messias esperado pelos homens, e por negar a vontade do homem , foi morto, e enquanto morria demonstrou amor, o tipo de amor que só pode partir de Deus e de seu Filho.
O Messias tinha sido enviado para perdoar o homem, e sua morte na cruz serviu para mostrar indiscutivelmente a toda a humanidade que esse perdão é imerecido.
Depois de algum tempo, o sistema Hebreu acabou, e surgiu no mundo um novo sistema, agora com o sacrifício do Messias como base do sistema.
Nesse novo sistema, chamado Cristianismo, o pecador não precisava mais sacrificar animais, pois o Messias já tinha sido sacrificado e seu sangue tinha pago a dívida do homem pecador para com Deus.
Esse sistema pregava que Jesus tinha morrido na cruz para pagar o pecado do homem, mas que o homem para alcançar esse perdão, deveria se transformar em sacrifício vivo , e só assim participaria da vida eterna.
E o sacrifício vivo era a obediência às regras religiosas.
Assim como o antigo sistema, o novo englobava uma regra a ser seguida e um preço a ser pago.
Mais uma vez o instinto natural do homem, o de ter de pagar para obter alguma coisa nesse mundo, seja através do esforço ou de algum bem, prevaleceu na religião humana, e por não entender a missão do Messias, colocaram um preço no perdão, na Graça, esquecendo que ela éra imerecida.
Acharam que o messias tinha pago pelo perdão dos homens, com sangue, a um Deus que cobrava as coisas com sacrifícios de sangue. Não notaram que o sangue derramado na cruz simbolisa o amor, pois foi por amar a verdade e passar essa verdade aos homens, que Jesus foi morto. Foi morto para mostrar definitivamente que o perdão de Deus tinha que ser imerecido, pois o homem não o merecia.
Esse entendimento errado sobre a missão do Messias prevaleceu nos corações dos religiosos e foi herdado por nós, de hoje em dia, mostrando que o homem é o mesmo, e que a nescessidade do perdão imerecido continua a mesma.
Por que será que os religiosos não conseguem acreditar em um Deus que possua bondade infinita?
O homem é um animal tão orgulhoso que acha que participa na obra de Deus.
Do orgulho humano saiu a religião, possuidora dos mesmos defeitos de seus criadores.
Cada grupo de pessoas acredita em uma religião diferente, sempre com seus livros santos, homens de Deus e casas de Deus.
Transformam Deus em homem, pois pensam que Deus age de acordo com os padrões humanos de comportamento.
O Deus de cada religião não tolera infiéis e os condena a sofrimento eterno, refletindo assim a vontade secreta dos corações dos religiosos.
Nunca houve uma religião que aceitasse um Deus que amasse todos os homens por igual.
No cristianismo, por exemplo, ensinam que Deus ama a todos, mas fica impotente diante da vontade do homem. Dizem que Deus gostaria de salvar a todos e mandou até seu filho ser sacrificado para que os homens sejam salvos, mas essa salvação está nas mãos dos homens, que devem aceitar ou não a religião cristã para que possam ser salvos.
O homem condiciona a vontade de Deus a vontade do homem, desprezando assim a onipotência de Deus.
A salvação fica na condição de mercadoria, que assim como no comércio, está lá na loja ao alcance de quem se dispor a comprá-la, pagando o preço estipulado pelo dono da loja.
Todo religioso, seja de qual for religião, tem um preço a pagar para ser aceito por Deus. Isso acontece desde a criação da religião humana.
Como somos influenciados pelo cristianismo em nossa sociedade , vamos falar a respeito dessa religião:
Quando Moisés montou a religião dos hebreus, ela tinha como objetivo mostrar aos homens que Deus era puro e que o pecado levava o homem a morte espiritual.
A Lei mostrava que o homem era pecador diante de Deus, e o sacrifício de animais mostrava a consequencia do pecado.
Mas o homem, como sempre, transformou essa metáfora em comércio, e quando Deus enviou seu filho para dizer, pois ele era a palavra de Deus, que Deus sabia que o homem não prestava mas o amava assim mesmo, os religiosos, com medo de que essa mensagem acabasse com o comércio religioso, o matou.
Depois, os religiosos cristãos, já com o instinto humano de achar que deviam pagar para obter alguma coisa,interpretaram que os sacrifícios de animais pagavam com sangue os pecados daqueles que sacrificavam tais animais; e tranferiram essa crença para o sacrifício de Jesus, pensando assim que seriam salvos, não pelo amor imerecido de Deus, mas porque a ira de Deus foi saciada pelo sangue do seu próprio filho.
Eles não entendem que Jesus nasceu nesse mundo com a missão de dizer e mostrar que Deus é diferente dos homens e é capaz de amar até seus inimigos.
Jesus foi cordeiro porque preferiu ser morto do que fazer a vontade do homem, e não porque foi enviado para ser morto e saciar Deus com sangue humano. Foi cordeiro porque não lutou para não ser morto.
Os religiosos acham que o preço foi pago com sangue assim como numa macumba a um Deus sedento por vingança.
O que esses religiosos desconhecem é que o preço foi pago com amor, e que o sangue representa esse amor, pois para o homem a coisa mais importante é a vida, e o sangue representa a vida.
Jesus amou tanto o homem, que se deixou ser morto mas não negou a mensagem de amor que ele veio dar, em detrimento ao sistema humano.
Jesus pagou nosso preço com amor e não com sangue; o sangue simplesmente mostra o quanto esse amor foi forte; e o seu sacrifício mostra que o perdão tem de ser imerecido.

Romim

sábado, 18 de setembro de 2010

John Lennon, o cristianismo e Cristo


Numa entrevista, Lennon declarou:

- Eu acredito em tudo aquilo que Jesus disse – tudo aquilo sobre amor, bondade, caridade –, mas não acredito naquilo que os homens dizem que ele disse. Nem posso acreditar. Ninguém sabe o que está rezando. O Cristianismo se perdeu não só porque deturpou o verdadeiro ensinamento de Cristo, mas porque se entregou a estruturas e números. Resmungam suas preces, mas não sabem o que estão dizendo. Não parecem ter capacidade para entender nada fora do cenário especialmente preparado para isso, com estátuas, imagens e símbolos. Se ser mais popular significa ter mais controle sobre os outros, eu não queria ser popular. Prefiro que nos sigam para cantar e dançar. Se todos esses defensores tivessem mais interesse no que Jesus e os outros realmente disseram, nós seríamos os primeiros a acompanhá-los em qualquer situação.

Palavras de John Lennon

Aí está o significado exato das palavras de Lennon ao ter afirmado que os Beatles eram mais populares que Jesus Cristo. Qualquer um que sabe usar 0,01% de seus neurônios se dá conta de que John Lennon simplesmente expressou a verdade dos fatos. Mas fazer o quê? Um gênio jamais é compreendido por gentinha ignorante, ainda mais quando essa gentinha é da estirpe religiosa.

Debwes “Get Back” Piazzo

domingo, 12 de setembro de 2010

Salvos do Voodoo Universal




Por Caio Fábio


Os termos que Jesus e Paulo usam para o diabo são de uma elegância pavorosa.

“Eis aí vem o Príncipe deste mundo...”

“O Príncipe da Potestade do ar...”

E se diz que ele, tal criatura, caiu como relâmpago; que pode se transformar em anjo de luz; e que é dominador deste mundo tenebroso...

Jesus acabou com todo esse poder na Cruz.

Mas o diabo perdeu o poder?...

Não está ele vivo e ativo na terra?...

Como pode ter ele perdido o poder?...

Sim! O Príncipe perdeu o poder!

Na Cruz ele foi despojado de todos os seus instrumentos de tortura...; perdeu a mágica de seus alfinetes de Vodu.

Todavia, mesmo sem poder, o Príncipe controla o mundo pela culpa, pelo ódio, pela indiferença, pela ambição, pela volúpia, pela glória e pelo medo dos humanos...

Mas do que nunca o diabo depende fundamentalmente no mínimo da passividade dos humenos...

Na Cruz esse poder acabou... Está feito. Mas quem não sabe, ainda viaja como um judeu marcado para morrer, sendo levado no trem do engano para um Campo de Concentração, embora Hitler já esteja morto e a guerra já tenha acabado...

Entretanto, a noticia do fim da Guerra não é jamais confirmada...

Os “aliados” continuam combatendo...

Ninguém crê que Hitler morreu...

Assim, o Hitler que os Aliados não deixam morrer..., ganhou um poder maior do que antes tinha...; pois, mesmo morto pelo poder da Cruz, é alimentado pelos “Aliados” alienados, e que não sabem como continuar a viver sem mais as neuroses da guerra...

Hoje cedo o Chico me mandou um vídeo que ilustra muito bem esses estado de passividade dos humanos ante o Vodu do diabo no mundo.

No fim o vídeo mostra que a luz do amor quebra todas as mandingas do inferno.

Sim, de modo lindo o vídeo ilustra a verdade que diz: “Aquele que não teve pecado, Deus o fez pecado por nós”; e mais: “Pelas Suas pisaduras fomos sarados”.

Na realidade, para quem olhar com olhos espirituais e de fé, o vídeo mostra que “Ele se fez maldição em nosso lugar”; mostra que Ele tomou sobre Si mesmo todo Vodu do mundo; e libertou os cativos.

Veja com olhos espirituais e discirna a lição; e mais: discernindo, creia e viva o bem de sua própria libertação.

Veja:


A maldição foi quebrada para sempre!...

Basta que alguém creia no poder do amor!...

Sim, basta que se creia e comece a tirar os alfinetes dos irmãos..., chamando a mortalidade para a própria vida pela via da fé que sabe que o diabo só continua fazendo o que faz [até entre os discípulos] porque quase todos são uns “bonequinhos” são passivos.

Quem deseja completar o que resta dos sofrimentos de Cristo mediante a identificação da própria vida com o amor redentor da Cruz, que nos leva a tomarmos as cargas e espinhos uns dos outros, levando-os em nós mesmos, por entendermos que o Bicho não suporta o amor que se entrega?

Nele, que assumiu todo o Vodu do Universo para salvar a todos aqueles pelos quais Ele se tornou maldição pelo amor solidário,

domingo, 11 de julho de 2010

U2 - Graça

Graça

Graça, ela assume a culpa
Ela cobre a vergonha
Remove a mancha
Poderia ser o nome dela

Graça, é o nome para uma menina
Também é um pensamento que mudou o mundo
E quando ela anda na rua
Você pode ouvir os violinos
Graça encontra bondade em tudo

Graça, ela tem um jeito de andar
Não como uma modelo nem como um bêbado
Ela tem tempo para falar
Ela viaja para fora do karma
Ela viaja para fora do karma
Quando ela vai trabalhar
Você pode ouvir os violinos
Graça encontra beleza em tudo

Graça, ela carrega um mundo em seus quadris
Não há taça de champanhe para seus lábios
Não há giros ou pulos entre os dedos
Ela carrega uma pérola em perfeitas condições

O que antes era dor
O que antes era atrito
O que deixava uma marca
Não fere mais
Porque Graça cria a beleza
A partir das coisas feias

Graça cria a beleza a partir das coisas feias

domingo, 20 de junho de 2010

Keith Green - E o evangelho de Cristo


Keith Green era um músico frustrado que havia gravado dois singles aos 12 anos de idade e, literalmente, sumido do mapa. Vamos reecontrá-lo no início dos anos 70, afundado nas drogas apesar da pouca idade.
Buscou consolo espiritual em religiões orientais mas descobriu que Jesus tinha uma missão para ele. Green leu os evangelhos e detectou o que era óbvio: os cristãos estão cada vez mais afastados de Jesus.
Morador de um bairro de classe média de Los Angeles, resolveu comprar a casa vizinha à sua para hospedar sem-tetos, ex-drogados e prostitutas que tentavam se reabilitar.
Usando seu próprio dinheiro, alugou mais seis casas no bairro com a mesma função.
Logo os vizinhos começaram a reclamar, o que levou Green a adquirir uma propriedade no interior do estado do Texas, onde fundou o que viria a se chamar o "Ministério dos Últimos Dias".
Keith iniciou uma curiosa carreira musical: Green jamais vendia os discos que gravava. Pedia apenas uma contribuição à casa de ajuda a necessitados que mantinha. Contribuição que poderia ser de qualquer valor ou até não ser dada. Seu disco mais bem sucedido teve 200.000 cópias prensadas, das quais 61.000 foram dadas de graça.
As suas músicas tinham como tema a passividade do cristão frente ao sofrimento do próximo e o mercantilismo da religião. Seu apego aos evangelhos era reconhecido.
Em 82, prestes a fazer 29 anos, Green e seus dois filhos, acompanhados de dois integrantes de seu ministério e seus filhos, morreram em um acidente de avião, após voltar de uma pregação. Seu avião, um pequeno Cessna alugado, havia colidido com outro pequeno avião quando aterrisava em sua propriedade.
Sua mulher, Melody, continua o seu trabalho até hoje.

Me seguir é melhor do que se sacrificar
Me seguir é melhor do que se sacrificar
Eu não quero seus dízimos e ofertas
Eu quero a sua vida voltada para me seguir
E eu ouço você dizer que eu estou voltando em breve
Mas você age como se eu nunca fosse voltar
Bem, você fala de graça e demeu amor tão doce
Você me pede leite em abundância mas rejeita minha carne
E não posso deixar de lamentar como será
Se você continuar ignorando minhas palavras

Bem, você ora para prosperar e ter sucesso
Mas a sua carne é algo que eu simplesmente não posso alimentar
Me seguir é melhor do que se sacrificar
Eu quero mais do que noites de domingo e quarta-feira
Porque se você não pode vir a mim todos os dias
É inútil vir apenas por obrigação.

Me seguir é melhor do que sacrificar
Eu quero corações em chamas e não uma oração de gelo
E eu logo estarei voltando
Para te dar
De acordo com o que você deu

sábado, 5 de junho de 2010

Adormecido na luz

"O Senhor levou as pessoas até a sua porta
E você os mandou embora
Enquanto sorriu e disse:
Deus te abençõe e vá em paz
E todo o reino dos céus lamentou
Porque Jesus bateu à sua porta
E você o deixou abandonado lá fora"

Trecho de "Adormecido na luz"
Keith Green

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Deus não existe

Deus não existe. Ele é Ele mesmo pra além de toda essência e existência. Portanto, argüir acerca da existência de Deus é o mesmo que negá-Lo.

Deus não existe. Ele é. Eu existo. Pois existir não é algo que seja pertinente ao que É. Existir é o que se deriva do que sendo, É de si e por si mesmo.

Deus não existe. O que existe tem começo. Deus nunca começou. Deus nunca surgiu. Nunca houve algo dentro do que Deus tenha aparecido.

Deus não existe. Se Deus existisse, Ele não seria Deus, mas apenas um ser na existência.

Se Deus existisse, Ele teria que ter aparecido dentro de algo, de alguma coisa, e, portanto, essa coisa dentro da qual Deus teria surgido, seria a Coisa-Deus de deus.

Existem apenas as coisas que antes não existiam. Existir surge da não existência. Deus, porém, nunca existiu, pois Ele é.

Sim, dizer que Deus existe no sentido de que Ele é alguém a ser afirmado como existente, é a própria negação de Deus. Pois, se alguém diz que Deus existe, por tal afirmação, afirma Deus, e, por tal razão, o nega; posto que Deus não tem que ser afirmado, mas apenas crido.

Deus É, e, portanto, não existe. Existe o Cosmos. Existem as galáxias. Existem todos os entes energéticos. Existem anjos. Existem animais e toda sorte de vida e anima vivente. Existem vegetais, peixes, e organismos de toda sorte. Existem as partículas atômicas e as subatômicas. Existe o homem. Etc. Mas Deus não existe. Posto que se Deus existisse dentro da Existência, Ele seria parte dela, e não o Seu Criador.

Um Criador que existisse em Algo, seria apenas um engenheiro Universal e um mestre de obras cósmico. Nada, além disso. Com muito poder. Porém, nada além de um Zeus Maior.

Assim, quando se diz que Deus está morto, não se diz blasfêmia quando se o diz com a consciência acima expressa por mim; pois, nesse caso, quem morreu não foi Deus, mas o “Deus existente” criado pelos homens. Tal Deus morreu como conceito. Entretanto, tal Deus nunca morreu De Fato, pois, como fato, nunca existiu — exceto na mente de seus criadores.

Assim, o exercício teológico, seja ele qual for, quando tenta estudar Deus e explicar Deus, tratando-o como existente, o nega; posto que diz que Deus existe, fazendo Dele um algo, um ente, uma criatura de nada e nem ninguém, mas que também veio a existir dentro de Algo que pré-existia a Ele, e, portanto, trata-se de Algo - Deus sobre o tal Deus que existe.

A Escritura não oferece argumentos acerca da existência de Deus. Jesus tampouco tentou qualquer coisa do gênero. Tanto Jesus quanto a Escritura apenas afirmam a fé em Deus, e tal afirmação é do homem e para o homem — não para Deus —; pois se fosse para Deus, o homem seria o Deus de Deus, posto a existência de Deus dependeria da afirmação e do reconhecimento humano. Tal Deus nem é e nem existe; exceto na mente de seus criadores.

Deus não existe. O que existe pertence ao mundo das coisas que existem OU não existem. Deus, porém, não pertence a nada, e, em relação a Ele, nada é relação.

Defender a existência de Deus é ridículo. Sim, tal defesa apenas põe Deus entre os objetos de estudo. Por isto, dizer: “Deus existe e eu provo” — é não só estupidez e burrice; mas é, sem que se o queira, parte da profissão de fé que nega Deus; pois se tal Deus existe, e alguém prova isto, aquele que apresenta a prova, faz a si mesmo alguém de quem Deus depende pra existir... e ou ser.

O que “existe”, pertence à categoria das que coisas que são porque estão. Deus, porém, não está; posto que Ele É.

Ser e estar não são a mesma coisa, como o são na língua inglesa. O que existe pertence ao que é apenas porque está. Deus, entretanto, não está porque Ele É.

E quem direi que me enviou?” — perguntou Moisés. “Dize-lhes: Eu sou me enviou a vós outros!” — disse Ele.

Desse modo, Deus não diz “Eu Estou”, mas sim “Eu Sou”. Ora, um Deus que está, não é, mas passou a ser. Porém o Deus que É, mas não está; não pertence ao mundo das coisas verificáveis; posto que Aquele que É, não está; pois se estivesse, seria —, mas não Seria Aquele de Quem procedem todas as existências, sendo Ele apenas um ele, e não Ele; e, por tal razão, fazendo parte das coisas que existem — mas sem poder dizer Eu Sou!

Jesus também falou da sutileza do ser em relação ao estar. Quando indagado acerca da ressurreição pelos saduceus (que não criam em nada que não fosse tangível), Ele respondeu: “Não lestes o que está escrito? Eu sou o Deus de Abraão, eu sou o Deus de Isaque, eu sou o Deus de Jacó. Portanto, Ele é Deus de vivos, e não de mortos; pois para Ele todos vivem”. Assim, os que vivem para sempre são os que são em Deus, e não os que estão existindo. A vida eterna não é existir pra sempre, mas ser em Deus.

Assim, para viver eternamente eu tenho que entrar na dissolvência da existência, a fim de poder mergulhar naquilo que está pra além do que existe; posto que É.

A morte pertence à existência. A vida, porém, se vincula ao que não existe, pois, de fato É.

O que existe carrega vida, mas não é vida. A vida, paradoxalmente, não pertence ao que é existente, mas sim ao que É.

Quando falo de vida, refiro-me não às cadeias de natureza biológica que constituem a vida dentro da existência. Mas, ao contrario, ao falar em vida, refiro-me ao que é para além da existência constatável.

Ora, usando uma gíria de hoje, eu diria: Tillich tem razão quando diz: “Deus não existe!” — pois é isto que hoje se diz quando algo está pra além da existência: “Meu Deus! Esse cara não existe!”. Assim é com Deus: Não existe! Pois é de-mais!(REVERENDO CAIO FÁBIO)

A graça é para todos

Havia um homem, drogado e morador de rua, que saiu de casa ainda na adolescência por conta de seu vício e foi para outra cidade, longe da sua terra, pois não queria magoar mais os seus pais.
Uma noite, ele passou mal e alguns moradores de rua o levaram as pressas para o hospital e lá ele descobriu que estava com problemas cardíacos por causa do vício.
A única coisa que o salvaria, seria um transplante de coração, caso contrário, ele morreria.
Outro homem, trabalhador e honesto, soube da história dele no mesmo dia que havia perdido seu filho por causa de um acidente.
E conversou com o médico dizendo que queria doar o coração do seu filho ao drogado.
O médico ficou espantado e perguntou se ele estava louco, pois, afinal, se tratava de um drogado e morador de rua que certamente não valorizaria aquilo e voltaria as drogas, destruindo o presente que recebeu.
Ele não se importou com as críticas do médico e insistiu em doar o coração do filho para aquele drogado.
Feito isto, o drogado foi até o homem e o agradeceu muito por tudo que havia feito por ele e disse que a partir daquele momento ele seria para ele como um servo.
O homem olhou para ele e disse que se estivesse grato pelo presente, que voltasse para a casa de seus pais e contasse o que havia sido feito a ele e nunca mais voltasse para as drogas e amasse seus pais e fizesse pelos outros aquilo que havia sido feito a ele.
Assim ele fez!

quarta-feira, 7 de abril de 2010

O bom ateu

Dois homens, viviam num pequeno município.
Os dois tinham um hábito comum que era fazer o bem para as pessoas de sua comunidade.
Faziam o bem de diversas maneiras.
A diferença entre os dois era a crença!
Um, acreditava em Deus e por isso fazia suas bondades acreditando que receberia o Reino em troca de sua bondade.
O outro, não acreditava em nada, era um ateu, mas fazia suas bondades porquê acreditava que era o certo a se fazer. Acreditava que independemente de suas crenças, ou auxência delas, o bem era sempre bem vindo.
Um dia, os dois morreram e se encontraram com o Senhor nos céus e Deus, dirigindo-se ao ateu, disse:
-Venha para o Reino que tenho preparado para aqueles que amaram ao próximo como eu amei o mundo!
E depois, virou para o crente e disse:
-Eu não te conheço!
O crente, cheio de fúria disse a Deus:
-Como não me conhece? Em teu nome realizei muitas obras de justiça que foram retas entre os homens, fui exemplo na minha igreja. Jejuei, orei, ajudei os que precisavam e o Senhor não me conhece? E ainda aceita esse ateu que nem acreditava que o Senhor existia?
Então Deus disse a ele:
-Não reconheço suas obras, em nenhuma delas você amou como eu amei, incondicionalmente, sem esperar em troca alguma coisa. Você já recebeu seu prêmio, o aplauso e reconhecimento dos homems. Esse ateu, realizou todas as suas obras sem esperar um céu de glórias em troca, o fez por motivos justos, por isso eu o tornei merecedor do Reino!

segunda-feira, 5 de abril de 2010

A Páscoa

A Páscoa é uma das celebrações mais antigas que temos ideia.
Até mais antiga que o Natal.
Surgiu no Egito, na história do êxodo do povo judeu na terra de Faraó.
Para um judeu, a páscoa tem um significado muito importante: LIBERDADE!
Um judeu acredita, por exemplo, que o Messias vai se revelar no Pêssach (Páscoa), pois é na mesma época que acontece a Primavera, ou Chág Haaviv (Festa da Primavera), no mês de Nissan no calendário judaico.
A Primavera marca o renascimento da vida no mundo. A ideia chave e o renascimento.
Nesse breve relato sobre a Páscoa, o sentido dela me chama atenção: LIBERDADE!
É inevitável para mim, pensar em liberdade e não me lembrar da atuação de Mel Gibson no filme "Coração Valente", quando nos momentos finais, Willian Wallace (personagem de Mel Gibson no filme) tem como última mensagem o grito:
-LIBERDADE!
Ele tinha a possibilidade de renunciar a tudo o quanto lutou até então e servir a coroa inglesa, ou morrer por aquilo que acreditava: LIBERDADE!
Esse clamor despertou o coração dos oprimidos daquela nação que já não suportava mais ser afligida pela monarquia inglesa, bem como a história dos hebreus na terra de Faraó.
O sacrifício de um só homem trouxe o renascimento, esperança de vida para os escravos.
Isso nos faz lembrar de outra história mais conhecida que as duas anteriores, a de Cristo, que serviu como cordeiro pascal que livrou o mundo da opressão do pecado, da morte e trouxe vida a todos nós.
O sacrifício do Cordeiro Pascal trouxe liberdade para o mundo.
-Está consumado!
Estamos livres!
Pela Graça divina, estamos livres.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

O Rico e o Mendigo



- Como ousa me pedir mais? Que ridícula audácia é essa a que tem se permitido? Acaso não tem memória ou é mesmo o bom senso que lhe falta? Ora, lave esses olhos ou arranque-os de uma vez. Parecem sem utilidade. Tolo, esqueceu de onde veio? Foi num deserto que te encontrei tal qual um lagarto, sob o pó do chão seco, pisado e sem bem algum. Bem nenhum mesmo, pois que nem a vida parecia lhe valer alguma coisa. Nem a ti nem a qualquer outro. Era um defunto que ainda respirava, sendo lentamente enterrado ao curso de anos numa cova de solidão e apatia, sob os pés e indiferença dos que te viam sem enxergá-lo. Mas eu o enxerguei. O apresentei à minha família que lhe recebeu como igual. Te fiz sentar entre os meus irmãos. Dividiu o prato dos meus filhos. Em suas mãos confiei autoridade e responsabilidades cabíveis, para que ganhasse independência, maturidade e honra. Então agora, como você é capaz de ignorar a tudo isso? Não percebe que a sua atitude beira o deboche? Eu mesmo com minhas mãos te banhei, tratei suas feridas, te vesti e ensinei. Mas você que veio do nada, ainda não se dá por satisfeito. Escolheu não crescer, mesmo sendo educado pelos melhores e tendo sido respeitado por todos. Repete, assombrosa e insuportavelmente, os mesmos erros. E hoje me aparece, mais uma vez, pedindo mais. Mais. Mais o que? O que mais você espera de mim? Já não me desfiz o suficiente daquilo tinha para que você também tivesse? Já não dividi minha vida com você? E veja que nunca lhe pedi nada em troca. Acaso pensa que não sofro com a sua preferência pelo fracasso? Com a sua insistência num comportamento infantil e autovitimado? Como ousa? Como se atreve a voltar a mim? E justo eu. Explique-se.


- É porque no fim das contas, quando erro mais uma vez, você sempre é tudo o que tenho. Me perdoe.


...


- Espere! Não vá ainda. Olhe aqui, ainda posso te ajudar. Sim... eu ainda posso. Tenho como conseguir um novo emprego para você. É uma vaga disponível que estava sendo guardada há algum tempo. Sem dúvida, você se sentirá muito bem lá. E eu mesmo o recomendarei.


- Mas... Pensei que... Por que ainda me ajudaria? Já não lhe ofendi o suficiente? Por que, então...


- É porque o amo. E também porque no fim das contas, quando você errar mais uma vez, e sei que vai errar, eu ainda serei tudo o que você tem.



quarta-feira, 26 de agosto de 2009

E disse Jesus:

Meus apóstolos, quero que vocês saiam pelo mundo dizendo para as pessoas que eu morri por aqueles que aceitarem a minha religião e cumprirem as regras. E não esqueça de dizer que quem não aceitar vai ser assado vivo no inferno de fogo.
Desejo que vocês montem um livro juntando as escrituras judaicas e textos que vocês escreverem. A partir desse manual de conduta e fé, quero que montem uma instituição.
Quero que vocês juntem as pessoas que aceitarem ser da minha religião, e com o dinheiro que elas doarem, construam templos para servirem de sede da minha instituição.
Quando os templos estiverem prontos, quero que vocês realizem reuniões animadas e com música e cantores, com muitos testemunhos, sermões e ritos. Eu ajudarei vocês, enviando o espírito santo para derrubar as pessoas e faze-las falar palavras sem nexo.
Com o dinheiro dos dízimos, das ofertas, dos propósitos, da ajuda às missões, das excursões, das festas, da venda de produtos literários, videográficos e sonoros, e da renda da cantina, quero que vocês aumentem o tamanho do templo cada vez mais, para que as pessoas achem que dentro desses luxuosos templos estão na minha casa.
Dou o direito de que os comandantes dessas instituições sejam chamados Homens de Deus, e que conquistem poder político através do voto das nossas ovelhas.
Com esse poder político, quero que consigam concessões de radio e tv, e através desses meios de comunicação, divulguem minha religião até que a maioria das pessoas tenham me aceitado.
E depois que o mundo estiver sob o nosso controle, eu voltarei e mandarei para o inferno os poucos que estiverem desviados da minha religião, e aí sim, meu trabalho estará completo, os meus religiosos estarão felizes eternamente e os que não quizeram se converter estarão queimando eternamente. Isso é que é o mundo de Deus, o mundo perfeito!
Estará consumado!

Romim

segunda-feira, 15 de junho de 2009

A graça que é de graça

Todo movimento que institucionalize a fé é mau.
Não importa o "bem" que ele faça, o conforto que trás, o auxílio que dê...
Toda pretensão de achar que podemos bajular Deus em benefício próprio, ainda que esse benefício seja necessário, apenas revela o mau caráter do homem e o quanto ele é necessitado da misericórdia que Deus dá de graça.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

O evangelho é a religião de Deus




A palavra Religião vem do Latim "Re-Ligare" e quer dizer "religar, religação".
Em sentido comum, a religião seria a tentativa do homem em reestabelecer o contato perdido com Deus.
O evangelho [Cristo], é a religião de Deus, pois é através dEle que fomos religados com Deus na cruz.
Não existia nada no homem capaz de religar o contato com Deus, pois todos estavam debaixo da legalidade deixada por Adão que condenou todos os Homens à morte [desconexão de Deus].
Somente através da Graça dada de graça a humanidade é que fomos religados em Deus.
Portanto, o evangelho é a religião de Deus, porquê é o próprio Deus religando o contato perdido conosco!

quarta-feira, 22 de abril de 2009

O bem e o mal


É disso que estávamos falando no café da manhã. Primeiro quero fazer uma pergunta a você. Quando algo lhe acontece, como você determina se é uma coisa boa ou ruim?
Mack pensou um momento antes de responder.
-Bom, na verdade nunca pensei nisso. Acho que eu diria que algo é bom quando eu gosto, quando faz com que eu me sinta bem ou me da um um sentimento de segurança. Por outro lado, eu diria que uma coisa é ruim se me causa dor ou custa algo que eu quero.
-Então é bastante subjetivo?
-Acho que sim.
-E até que ponto você confia em sua capacidade de discernir o que é bom ou o que é ruim para você?
-Para ser honesto, acho que tenho razão de ficar com raiva quando alguém ameaça o que eu considero "bom", o que eu acho que mereço. Mas não sei realmente se existe algum fundamento lógico para decidir o que é bom ou ruim, a não ser o modo como algo ou alguém me afeta. - Ele parou para descansar e recuperar o fôlego. - Tudo parece relacionado comigo e com meus interesses, acho. E minha ficha também não é das melhores. Algumas coisas que eu inicialmente achava boas acabaram sendo terrivelmente destrutivas, e outras que eu achava ruins, bem, acabaram sendo...
Ele hesitou antes de finalizar o pensamento, mas Sarayu o interrompeu.
-Então é você que determina o que é bom e o que é ruim. Você se torna juiz. E, para tornar as coisas ainda mais confusas, aquilo que você determina que é bom acaba mudando com o tempo e as circunstâncias. E, pior ainda, há bilhões de vocês, cada um determinando o que é bom e o que é ruim. Assim, quando o seu bom e o seu ruim se chocam com os do vizinho, seguem-se brigas, discussões e até guerras.
as cores que se moviam dentro de Sarayu estavam escurecendo enquanto ela falava, pretos e cinzas se misturando e sombreando os tons de arco-íris.
-E, se não há uma realidade do bem que seja absoluta, você perde qualquer base para avaliar. É apenas linguagem e podemos muito bem trocar a palavra bem pela palavra mal.

A Cabana, "Willian Young" - Pag. 122 e 123

terça-feira, 21 de abril de 2009

O teste


O teste
3 pessoas foram fazer um teste afim de certificarem se estão aptas a receber a vida eterna ou não.
O objetivo é que todas tirem a nota máxima no teste, um 10.
O primeiro vai mal e só consegue um 2.
O segundo, é um pouco melhor que o primeiro, mesmo assim não sai da média e tira 6.
O terceiro é muito bom e consegue 9,5.
Mas, como o objetivo era que todos tirassem 10, todos são reprovados!



Assim é com toda a humanidade, não existe ninguém bom o suficiente para com seu próprio esforço se tornar dígno da vida eterna.
Apenas pela graça que salva do pior até o que aparentemente é melhor!

Crédito: Romim

sábado, 18 de abril de 2009

Seja santo, seja você mesmo


Um garoto coleciona figurinhas do campeonato de futebol.
Ele tem todas as figurinhas, de todos os jogadores.
Mas, como todo garoto, ele tem uma figurinha que para ele é especial.
Então, ele separou essa figurinha das outras, apesar de gostar de todas as outras.

Diferente do garoto descrito acima, Deus não tem apenas uma figurinha preferida, ele tem todas como preferidas, por que?
Porque todas são diferentes umas das outras, o que as torna exclusivas, únicas.
Deus não teria, por exemplo, a falta de sorte de tirar uma figurinha repetida para o seu álbum, porque todos somos exclusivos.
A palavra santo, no grego, quer dizer "separado".
É usada, na maioria das vezes, no sentido de dedicação, separação para alguma finalidade, de exclusividade.
Seu significado é amplo.
Indica que alguém, ou algum objeto, é de uso próprio para um determinado fim.
Assim como Deus é santo, ou para melhor entendimento, como Deus é único, não exista quem se compare a ele. Você também é, porque ninguém é como você!
Deus te amou e te ama como você é!
E não importa o que você faça, ou já fez, isso não muda o que você é e não altera o resultado do amor de Deus.
Deus aceita numa boa o fato dele ser Deus e ser único, separado de tudo por não haver ninguém como ele.
Será que você conseguiria viver numa boa com a ideia de saber que não há e nunca houve ninguém como você?
Será que você conseguiria aceitar que ainda que tenha muitas falhas é assim que Deus te ama?
Seja santo, seja você mesmo!

quinta-feira, 19 de março de 2009

Em nome do amor

Uma garota ama um garoto
Esse garoto ama a garota também
Mas o garoto tem muitos defeitos que acabam atrapalhando essa relação, não deixando q ela seja plena.
Ele sente que precisa ser bom o suficiente pra ser merecedor desse amor, mas ainda sim ele não consegue e às vezes se frustra por isso.
A garota o ama tanto, que ainda que fique chateada com os erros dele, ela releva em nome desse amor.
Ela não o cobra uma mudança, porque sabe que ele não vai conseguir ser o que ela queria que fosse; e sabe que se cobrasse seu amor seria condicional, teria um preço.
Ela decide pagar esse preço, e ser essa mudança, esse diferencial entre eles.
Porque o ama!


Conclusão: Deus nos ama além de nossas falhas e não há nada que altere esse resultado.
Deus nos ama pelo que somos. O que faço, ou que deveria fazer não altera o que sou, porque não sou resultado do que faço.
E não há nada de tão bom que eu pudesse fazer que me tornaria digno e merecedor de amor maior de Deus; assim como não há nada de tão terrível que eu faça, que me tornaria indigno do amor dEle.
Deus te aceita como você é, comece a aceitar você também aquilo que você é!

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Você sabia?

Você sabia que foi apenas no ano 190 d.C. que a palavra grega ekklesia , que traduzimos como igreja, foi pela primeira vez utilizada para se referir a um lugar de reuniões dos cristãos? Sabia também que esse lugar de reuniões era uma casa, e não um templo, já que os templos cristãos surgiram apenas no século IV, após a conversão de Constantino? Você sabia que os cristãos não chamavam seus lugares de reuniões de templos até pelo menos o século V?

Você sabia que Jesus não fundou o Cristianismo, e que o que chamamos hoje de Cristianismo é uma construção religiosa humana, feita pelos seguidores de Jesus ao longo de mais de dois mil anos de história? Você sabia que o que chamamos hoje de Cristianismo está profundamente afetado por pelo menos três grandes eras: a era de Constantino, a era da Reforma Protestante e a era dos Avivamentos na Inglaterra e nos Estados Unidos? Você sabia que é praticamente impossível saber a distância que existe entre o que Jesus tinha em mente quando declarou que edificaria a sua ekklesia e o que temos hoje como Cristianismo Católico Romano, Protestante, Ortodoxo, Pentecostal, Neopentecostal e Pseudopentecostal?

Você sabia que os primeiros cristãos se preocuparam em relatar as intenções originais de Jesus com vistas a estender seu movimento até os confins da terra?

Nesse emaranhado de coisas que eu não sabia, três coisas eu sei. A primeira é que a crítica que o mundo secular faz ao Cristianismo institucional tem sérios fundamentos, ou como disse Tony Campolo: “Os inimigos estão parcialmente certos”. A segunda coisa que sei é que nesta Babel que vem se tornando o movimento evangélico brasileiro, está cada vez mais difícil identificar a essência do Evangelho de Jesus Cristo, nosso Senhor. A terceira coisa que sei é que vale a pena perguntar aos primeiros cristãos o que eles entenderam a respeito de Jesus, sua mensagem, sua proposta de vida e suas intenções originais. Vale a pena voltar à Bíblia.

Texto de Ed René Kivitz