quarta-feira, 28 de abril de 2010
O Rei - 2 Parte
disse que as crianças deviam ir para a cama, devido ao
adiantado da hora. E acrescentou ainda:
- Amanhã, Cor, você percorrerá comigo todo o
palácio, examinando os seus pontos fortes e fracos,
pois a você caberá guardá-lo quando eu me for.
- Mas Corin é que será o rei, pai - protestou Cor.
- Nada disso, rapaz - replicou o rei Luna. - Você
será o meu herdeiro. Cabe a você a coroa.
- Mas não quero a coroa - disse Cor. - Prefiro
muito mais...
- Não interessa, Cor, o que você prefere. É a lei.
- Mas, se somos gêmeos, somos da mesma
idade!
- Nada disso - respondeu o rei, rindo-se. - Um
tem de vir primeiro. Você é mais velho do que Corin
vinte minutos. E mais ajuizado também, espero. -
Olhou para Corin, piscando.
- Mas, pai, o senhor não pode escolher quem
quiser para rei?
- Não. O rei obedece às leis, pois as leis o fizeram rei.
- Puxa vida! - disse Cor. - Não quero a coroa de
jeito nenhum. Olhe aqui, Corin... a culpa não é minha.
Nunca pensei que acabaria passando a perna no seu
reinado.
- Viva! Salve! - gritou Corin. - Não tenho de ser
rei! Não tenho de ser rei! Vou ser príncipe a vida toda.
Os príncipes é que se divertem!
- É ainda mais verdade do que ele pensa, Cor -
falou o rei Luna. - Pois ser rei é isto: ser o primeiro
em todos os combates e o último em todas as
retiradas. Quando houver fome no país (o que às
vezes acontece nos anos piores), o rei deve alimentarse
frugalmente, e rir mais alto do que ninguém diante
de uma refeição parca.
As Crônicas de Nárnia - O Cavalo e seu Menino
quarta-feira, 7 de abril de 2010
O bom ateu
Os dois tinham um hábito comum que era fazer o bem para as pessoas de sua comunidade.
Faziam o bem de diversas maneiras.
A diferença entre os dois era a crença!
Um, acreditava em Deus e por isso fazia suas bondades acreditando que receberia o Reino em troca de sua bondade.
O outro, não acreditava em nada, era um ateu, mas fazia suas bondades porquê acreditava que era o certo a se fazer. Acreditava que independemente de suas crenças, ou auxência delas, o bem era sempre bem vindo.
Um dia, os dois morreram e se encontraram com o Senhor nos céus e Deus, dirigindo-se ao ateu, disse:
-Venha para o Reino que tenho preparado para aqueles que amaram ao próximo como eu amei o mundo!
E depois, virou para o crente e disse:
-Eu não te conheço!
O crente, cheio de fúria disse a Deus:
-Como não me conhece? Em teu nome realizei muitas obras de justiça que foram retas entre os homens, fui exemplo na minha igreja. Jejuei, orei, ajudei os que precisavam e o Senhor não me conhece? E ainda aceita esse ateu que nem acreditava que o Senhor existia?
Então Deus disse a ele:
-Não reconheço suas obras, em nenhuma delas você amou como eu amei, incondicionalmente, sem esperar em troca alguma coisa. Você já recebeu seu prêmio, o aplauso e reconhecimento dos homems. Esse ateu, realizou todas as suas obras sem esperar um céu de glórias em troca, o fez por motivos justos, por isso eu o tornei merecedor do Reino!
segunda-feira, 5 de abril de 2010
A Páscoa
Até mais antiga que o Natal.
Surgiu no Egito, na história do êxodo do povo judeu na terra de Faraó.
Para um judeu, a páscoa tem um significado muito importante: LIBERDADE!
Um judeu acredita, por exemplo, que o Messias vai se revelar no Pêssach (Páscoa), pois é na mesma época que acontece a Primavera, ou Chág Haaviv (Festa da Primavera), no mês de Nissan no calendário judaico.
A Primavera marca o renascimento da vida no mundo. A ideia chave e o renascimento.
Nesse breve relato sobre a Páscoa, o sentido dela me chama atenção: LIBERDADE!
É inevitável para mim, pensar em liberdade e não me lembrar da atuação de Mel Gibson no filme "Coração Valente", quando nos momentos finais, Willian Wallace (personagem de Mel Gibson no filme) tem como última mensagem o grito:
-LIBERDADE!
Ele tinha a possibilidade de renunciar a tudo o quanto lutou até então e servir a coroa inglesa, ou morrer por aquilo que acreditava: LIBERDADE!
Esse clamor despertou o coração dos oprimidos daquela nação que já não suportava mais ser afligida pela monarquia inglesa, bem como a história dos hebreus na terra de Faraó.
O sacrifício de um só homem trouxe o renascimento, esperança de vida para os escravos.
Isso nos faz lembrar de outra história mais conhecida que as duas anteriores, a de Cristo, que serviu como cordeiro pascal que livrou o mundo da opressão do pecado, da morte e trouxe vida a todos nós.
O sacrifício do Cordeiro Pascal trouxe liberdade para o mundo.
-Está consumado!
Estamos livres!
Pela Graça divina, estamos livres.
quinta-feira, 18 de março de 2010
Hoje eu perdi um amigo
Hoje eu perdi um amigo...
Um amigo diferente, mas um amigo e eu gostava muito dele.
Alguns de vocês podem achar engraçado, outros, eu sei que vão me entender, mas quero compartilhar um ensinamento duro e doloroso que venho tendo e sei que continuarei tendo, pois faz parte do ciclo da vida.
Meu cachorro morreu, com 7 anos de existência, ele se foi.
Me lembro do dia que ele nasceu e veio para minha casa quando tinha 6 meses.
Era tão de casa e tratado como membro da família que dormia na cama, no sofá ou em qualquer lugar que estivéssemos.
As vezes rolava até um conflito em casa pra ver com quem ele ia dormir.
Há 4 dias, ele adoeceu e ficou muito ruim, não comia nada, daí levamos ao veterinário. Hoje, fui lá visitar ele junto com meu irmão e vi que ele tava muito mal. Na hora eu pensei que fosse por causa do soro, por que aquilo lá deixa a gente tipo bêbado.
Daí a veterinária disse que ele tava com insuficiência renal e gastrite, possivelmente provocada por envenenamento. Quando ela falou isso já tive vontade de chorar, imaginei que ele não fosse resistir.
Ficamos uns 10 minutos ali com o cãozinho e ele começou a gemer e agonizar, daí deu hemorragia interna e ele vomitou sangue e morreu ali na minha frente.
Fiquei pensando: “Poutz, estou do lado do meu cachorro e não posso ajudá-lo, não posso fazer ele ficar bom, não posso fazer nada, que inutilidade!”
Esse sentimento me consumiu e quando percebi já estava chorando a morte do meu amigo de 4 patas.
Acho que a última vez que chorei foi no enterro da minha avó, no dia 28/07/2008. Não sou muito de chorar...
O que aprendi com isso?
O mesmo que aprendi com a morte da minha avó...
Vou sempre perder alguém que amo e está perto de mim, as vezes a perda será trágica e não poderei fazer nada pra mudar o resultado.
Isso me lembra o óbvio, sou ser humano e não Deus, não tenho poder divino pra tocar em alguma coisa em estado crítico e fazê-lo ficar bom, ou tocar em alguma coisa morta e revivê-la.
E estou na mesma condição de ir e deixar para trás as pessoas que me amam...
A sensação de inutilidade é grande, mas ela sempre nos coloca no nosso devido lugar.
Somos humanos e não Deus...
Que Ele tenha misericórdia de nós e amenize a dor da perda!
Adeus meu amiguinho...