domingo, 16 de agosto de 2009

Campanha do amor ao próximo



Quinta passada, fui visitar um velho amigo em seu trabalho.
É um cara que admiro muito pela sua sinceridade, simplicidade e humildade, além da sua grande sabedoria e visão do Reino de Deus.
Então, falávamos sobre o Reino de Deus, quando ele disse algo que me atraiu a atenção:
-"As igrejas estão aí anunciando diversas campanhas para diversas finalidades. Por que a igreja não promove a Campanha do Amar ao Próximo como a ti mesmo? Quem é o próximo? É qualquer um, de preferência o mais necessitado de todos eles e não precisa ser crente para ser o próximo, precisa apenas ser alguém, uma pessoa como eu também sou!"
Claro que as palavras usadas por ele não foram precisamente essas, mas o sentido é plenamente esse.
Então, fiquei imaginando que no lugar da Campanha da Prosperidade, onde o interlocutor anunciasse que haveria a necessidade de dar uma oferta especial para que a benção financeira fosse liberada para a vida dos fieis, que então, ele dissesse que na próxima semana iniciariam a Campanha do Amor ao Próximo!
- Como ela funciona? - Alguém provavelmente questionaria em sua mente (se não todos ali presentes).
Ela funciona assim:
Cada pessoa que participa, sairia pelas ruas a procura de alguém necessitado, seja de casa, comida, remédios para tratamento de sua enfermidade, o que fosse a necessidade do próximo.
Então, você levaria essa pessoa para a sua casa e ajudaria ela até que suas necessidades fossem sanadas.
Daria amor e se colocaria na vida dessa pessoa como se fosse seu amigo mais próximo, como se fosse seu irmão, capaz até de morrer por ela, mesmo que você nunca tivesse visto essa pessoa antes em qualquer lugar que não fosse ali, naquela oportunidade.
Imaginei, como naquele filme "Corrente do bem", que isso pudesse espalhar e consumisse o mundo todo. As pessoas achariam aquilo revolucionário, um frenesi, e quando fossem nos questionar sobre a origem daquela corrente, diriamos apenas que estamos colocando em prática o que Cristo nos ensinou.
Mais e mais pessoas descobririam que era isso que procuravam a vida toda, que esse era o sentido da vida "amar ao próximo" e se uniriam a nós sem que nem precisássemos pregar com palavras o que era aquilo, seriam atraídas pelo amor.
Utopia? Talvez!
Mas é a forma como acredito que a vida deve ser vivida.
1 João 3:17 Mas aquele que tiver bens do mundo e vir seu irmão em necessidade, e fechar-lhe o seu coração, como permanece nele o amor de Deus?

sábado, 15 de agosto de 2009

O Cristo Genérico e o Jesus Autêntico

Cristo Genérico: Milhões matariam por ele.
Jesus Autêntico: Milhões morreriam por Ele.

Cristo Genérico: Os fins justificam os meios.
Jesus Autêntico: Decreta os fins e estabelece os meios.

Cristo Genérico: A auto-estima acima de tudo.
Jesus Autêntico: O Amor acima de tudo.

Cristo Genérico: Os interesses pessoais como prioridade.
Jesus Autêntico: O Reino de Deus e a Sua Justiça.

Cristo Genérico: Multiplicar para concentrar recursos.
Jesus Autêntico: Compartilhar para espalhar recursos.

O Cristo Genérico é encontrado nas prateleiras dos mercados da fé.
O Jesus Autêntico é encontrado em nosso semelhante, principalmente nos marginalizados, nos excluídos, nos famintos.

O Cristo Genérico é um aliado dos poderes constituídos
Jesus Autêntico Se solidariza com os oprimidos

O Cristo Genérico está disponível nas catedrais da fé.
O Jesus Autêntico não se acomoda na suntuosidade dos templos.

O Cristo Genérico oferece milagres à granel
O Jesus Autêntico faz da vida um milagre.

O Cristo Genérico pede seu tudo, sem ter nada a oferecer
O Jesus Autêntico oferece tudo, sem nada lhe pedir

O Cristo Genérico busca ser bajulado.
O Jesus Autêntico é honrado quando colocamos em prática o que Ele ensinou.

O Cristo Genérico se contenta com mãos erguidas aos céus.
O Jesus Autêntico procura por mãos estendidas ao próximo.

Hermes Fernandes

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Relacionamento e submissão



Os relacionamentos verdadeiros são marcados pela aceitação, mesmo quando suas escolhas não são úteis nem saudáveis. Esta é a beleza que você vê no meu relacionamento com Abba e Sarayu. Nós somos de fato submetidos uns aos outros, sempre fomos e sempre seremos. Papai é tão submetida a mim quanto eu a ela, ou Sarayu a mim, ou Papai a ela. Submissão não tem a ver com autoridade e não é obediência. Tem a ver com relacionamentos de amor e respeito. Na verdade somos igualmente submetidos a você.
Mack ficou surpreso.
- Como pode ser? Por que o Deus do universo quereria se submeter a mim?
- Porque queremos que você se junte a nós em nosso círculo de relacionamento. Não quero escravos, quero irmãos e irmãs que compartilhem a vida comigo.

A Cabana, páginas 132 e 133, Editora Sextante

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Lembrança

Essa história aconteceu quando eu tinha por volta de 5 ou 6 anos.

Era domingo a noite, na Igreja Batista da Pompéia no bairro Pompéia em Belo Horizonte, igreja da qual fui iniciado a ouvir a mensagem do evangelho, mesmo ainda muito novo e sem entender esse evangelho, mas não quero falar de agora, pois o que me vem a memória foi algo que aconteceu nesse domingo quando eu ainda era uma criança...

Estava com minha avó, Maria Laura, carinhosamente chamada de “Dona Filinha”.

O pastor estava chamando o pessoal que queria aceitar a Jesus naquela noite, e havia um livro azul, era um azul escuro, e meus olhos de criança olharam e desejaram aquele livro.

Eu estava aprendendo a ler e queria ter aquele livrinho, então, fiz o pedido para minha avó – “Vó, pega aquele livro pra mim?” – ela me respondeu –“Você precisa levantar as mãos e ir lá na frente pra te darem o livro”-.

Em toda minha inocência, levantei minhas mãos e fui lá na frente – eu realmente queria aquele livro -. Todos me olhavam, alguns sorriam, outros cochichavam, mas eu não tava nem aí, queria o livro.

Me deram o tal livrinho, e por incrível que pareça, não lembro nem qual era o título, só sei que era um livrinho com ensinamentos primários do evangelho para novos convertidos. Nem me lembro se li o livro todo, eu apenas gostei e quis ter aquele livro.

Evidente que não “aceitei” Jesus naquela noite, eu não tinha entendimento pra saber nem quem era Jesus.

Só me lembrei dessa história, vivida com minha avó... Talvez tenha me lembrado, porque no último dia 28 de Julho, completou o aniversário de 1 ano da morte dela. Acho que foi o dia mais triste da minha vida até hoje.

Lembro-me ainda, que nas reuniões de família, ela e mais umas três tias, cantavam canções da harpa cristã e contavam histórias bíblicas...

Cresci desejando ser como minha avó era; cuidar e ajudar fraternalmente as pessoas, como um pastor deve ser; evangelizar com alegria e amor a mensagem do evangelho que é amor, como um evangelista deve ser; servir e tratar qualquer pessoa de forma igual, não importando qual seja sua “farda ministerial”, ou mesmo, se não tenha uma, ou nem seja cristão...

Ainda estou longe de ser tudo isso, mas esse desejo de ser importante pra alguém, que seja uma pessoa apenas, da mesma forma como minha avó foi importante pra mim, e pra várias outras pessoas, permanece vivo em meu coração!